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Sucessora de Kim Jong-un? Relembre ditadores que a Coreia do Norte já teve

Aparições de Kim Jong-un ao lado da filha têm gerado especulações sobre a sua sucessão

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • As frequentes aparições de Kim Jong-un e a filha alimentam especulações sobre a sucessão da Coreia do Norte.
  • Antes de Kim Jong-un, a Coreia do Norte teve outros dois ditadores.
  • O atual ditador está no poder desde 2011 e vem, entre outras coisas, investindo no poderio militar do país.
  • A Coreia do Norte pretende continuar fortalecendo o seu arsenal nos próximos anos como forma de disuassão contra os países tidos como adversários.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Filha de Kim Jong-un se chamaria Kim Ju-ae Reprodução/KCNA

As frequentes aparições do ditador norte-coreano, Kim Jong-un, ao lado da filha têm alimentado especulações de que a jovem, que se chamaria Kim Ju-ae, esteja sendo preparada para sucedê-lo no comando do país.

Se a sucessão se confirmar, ela se tornará a quarta integrante da família Kim a liderar o regime norte-coreano, sendo a primeira mulher.


Kim Jong-un, por sua vez, chegou ao poder em dezembro de 2011, após a morte de seu pai, Kim Jong-il.

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Relembre os ditadores que a Coreia do Norte já teve

Kim Il-Sung

Kim Il-Sung foi o primeiro ditador da Coreia do Norte, tendo assumido o poder com a fundação do país, em 9 de setembro de 1948.


A criação do Estado ocorreu no contexto do pós-Segunda Guerra Mundial, após a derrota do Japão em 1945, que até então ocupava a península coreana.

Kim Il-Sung foi fundador da Coreia do Norte Reprodução/KCNA

Com o fim do conflito, o território foi dividido ao longo do paralelo 38: o norte ficou sob influência da União Soviética, enquanto o sul dos Estados Unidos. Essa divisão levou à formação da República Popular Democrática da Coreia.


Conhecido como o “grande líder” ou o “presidente eterno”, Kim Il-Sung comandou a Coreia do Norte entre 1948 e 1994. Durante o seu regime, o Estado passou a controlar praticamente todos os aspectos da vida da população e setores da economia, além de coletivizar a agricultura.

Nesse período, também teve início o culto à personalidade, que se tornaria uma das marcas do regime norte-coreano. Opositores eram perseguidos e presos, e muitos acabaram condenados à morte.


Sob o comando de Kim Il-Sung, a Coreia do Norte enfrentou uma grave crise de fome no início da década de 1990. O ditador morreu em julho de 1994, aos 82 anos, em decorrência de um ataque cardíaco súbito. O seu filho, Kim Jong-il assumiu o poder.

Kim Jong-il

Kim Jong-il foi apontado como sucessor de Kim Il-sung em 1974.

Antes de chegar ao cargo máximo do país, Kim Jong-il assumiu o controle do Partido dos Trabalhadores da Coreia (PTC), a única sigla permitida no país.

Durante o período em que esteve no poder, o país enfrentou retração econômica e forte instabilidade, agravadas por sanções internacionais, má gestão e corrupção. Os níveis de pobreza, já elevados, atingiram patamares ainda mais altos.

Kim Jong-il é o antecessor de Kim Jong-un Reprodução/KCNA

Assim como no período de seu pai, o regime perseguiu opositores. Já no campo militar, Kim Jong-il passou a destinar a a maior parte dos recursos nacionais às forças armadas.

Essa estratégia, vista como uma forma de proteger o regime, colocou o programa nuclear norte-coreano no centro das prioridades, o que resultou em novas sanções econômicas, maior isolamento internacional e o aumento das tensões com potências estrangeiras.

Em 2 de junho de 2009, Kim Jong-il escolheu seu filho mais novo, Kim Jong-un, como sucessor. A partir daí, os dois passaram a aparecer juntos com frequência em eventos oficiais e desfiles militares.

Kim Jong-un

O atual ditador assumiu o poder em 2011, após a morte de Kim Jong-il. Assim como o pai e o avô, Kim Jong-un mantém o controle do país sob um regime que preserva o culto à personalidade. A mídia estatal costuma tratá-lo como “Camarada Respeitado” ou “Marechal”.

O seu regime é frequentemente acusado de cometer violações de direitos humanos. Entre os casos mais conhecidos está a execução de seu tio, Jang Song-thaek, em 2013. Também há amplo consenso de que ele ordenou o assassinato de seu meio-irmão, Kim Jong-nam, ocorrido na Malásia em 2017.

Com Kim Jong-un, a Coreia do Norte deu continuidade ao desenvolvimento de armas nucleares. De acordo com a agência estatal KCNA, o país pretende ampliar significativamente sua capacidade nesse setor. Entre as prioridades estão mísseis balísticos intercontinentais com lançamento terrestre e submarino, além de sistemas de ataque não tripulados equipados com inteligência artificial.

Ainda segundo a mídia estatal, o objetivo do regime é fortalecer seu arsenal como forma de dissuasão contra países considerados adversários, incluindo a Coreia do Sul.

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