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Suprema Corte da Índia descriminaliza a homossexualidade

Decisão foi proferida por um tribunal de cinco juízes de forma unânime. 'Criminalizar o relacionamento é irracional', afirmou o Chefe de Justiça indiano

Internacional|Carolina Vilela*, do R7 com agências internacionais

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Suprema Corte indiana anulou lei conhecida como seção 377
Suprema Corte indiana anulou lei conhecida como seção 377

A Suprema Corte da Índia descriminalizou a homossexualidade no país em decisão histórica nesta quinta-feira (6).

A lei colonial, conhecida como Seção 377, que categorizava as relações entre pessoas do mesmo sexo como uma "ofensa não natural" foi anulada. As informações são da rede de notícias BBC.

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Do lado de fora do tribunal, ativistas aplaudiram e se emocionaram. A decisão afirma que a discriminação com base na orientação sexual passará a ser uma violação fundamental dos direito

Ativistas esperam que o veredicto abra caminho para a igualdade, mas muitos admitiram que a discriminação deve persistir.

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"Não somos mais criminosos, (mas) levará tempo para mudar as coisas de fato — 20 ou 30 anos, talvez", disse Debottam Saha, um dos requerentes do caso.

'História deve desculpas'

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A decisão unânime foi proferida por um tribunal de cinco juízes, liderados pelo Chefe de Justiça indiano, Dipak Mirsa.

"Criminalizar o relacionamento carnal é irracional, arbitrário e manifestamente inconstitucional", afirmou Mirsa de acordo com a BBC.

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Ainda de acordo com agência, Indu Malhotra, um dos juízes presentes na decisão, afirmou acreditar que "a história deve desculpas" para a comunidade LGBT.

Lei proibia sexo 'contra a ordem natural'

A lei contra o sexo gay, conhecida como seção 377, foi adotada durante a colonização britânica, há mais de um século e meio. Era uma versão de legislação semelhante existente no Reino Unido e que foi banida apenas em 1967.

A legislação proibia "relações sexuais carnais contra a ordem natural com qualquer homem, mulher ou animal" — o que era amplamente interpretado como uma referência ao sexo homossexual.

*Estagiária do R7 sob supervisão de Cristina Charão

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