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Supremo da Áustria encerra disputa sobre casa onde Hitler nasceu

Até 2016, o Estado austríaco alugava a casa para evitar que pudesse se transformar em um local de apologia a Hitler e atraísse a neonazistas

Internacional|Da EFE

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Ex-propietária não recebrá indenização milionária
Ex-propietária não recebrá indenização milionária

O Supremo Tribunal da Áustria encerrou de forma definitiva a disputa judicial entre o Estado e a antiga proprietária da casa onde nasceu o ditador nazista Adolf Hitler (1889-1945) na Alta Áustria, informou nesta segunda-feira (5) o Ministério do Interior austríaco.

Depois de as autoridades austríacas terem expropriado o imóvel em 2017, com uma compensação de 812 mil euros, a mulher recorreu na Justiça não só por conta da desapropriação, mas também pelo preço estipulado pelo casarão de três andares situado no centro da cidade de Braunau am Inn.

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Um tribunal regional da cidade de Ried im Innkreis concedeu em fevereiro 1,5 milhão de euros pelo edifício, alegando sua importância histórica.

No entanto, o Supremo Tribunal da Áustria rejeitou a compensação milionária ao considerar o preço oferecido pelo Estado como "adequado", informou o Ministério do Interior.

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Em março, o Tribunal Europeu de Direitos Humanos tinha rejeitado uma queixa da antiga proprietária do imóvel, que tinha alegado uma violação de seus direitos fundamentais.

"Após a decisão judicial, se pode iniciar o uso estabelecido por lei da casa natal de Hitler para impedir qualquer tipo de apologia e excessos nacionais-socialista", afirmou o ministro do Interior, Wolfgang Peschorn, em comunicado.

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Peschorn acrescentou que em breve será iniciado um concurso de arquitetos para determinar o futuro uso do imóvel.

Hitler nasceu em 20 de abril de 1889 em um casarão de três andares no centro histórico de Braunau, perto da fronteira com a Alemanha, e, embora sua família tenha vivido lá por apenas alguns meses, esse legado marcou a cidade austríaca de 16 mil habitantes.

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Desde 1972 até o final de 2016, o Estado austríaco alugava a casa para evitar que pudesse se transformar em um local de apologia a Hitler e atraísse a neonazistas.

O edifício abrigou nas últimas décadas uma escola, uma filial bancária, uma biblioteca e, até 2011, uma loja de uma organização para incapacitados, que se mudou porque a proprietária se negava a adaptar o edifício às suas necessidades.

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