Internacional Suspeito do assassinato de Moise foi informante de agência dos EUA

Suspeito do assassinato de Moise foi informante de agência dos EUA

Segundo o DEA, a agência antidrogas norte-americana, o suspeito chegou a ligar para seu contato após o crime no Haiti

Agência EFE
Soldado vigia um dos acessos do aeroporto de Porto Príncipe, capital do Haiti

Soldado vigia um dos acessos do aeroporto de Porto Príncipe, capital do Haiti

Orlando Barría / EFE - 12.7.2021

Um dos suspeitos de ter participado do assassinato do presidente haitiano Jovenel Moise na última quarta-feira foi informante da DEA, a agência antidrogas dos Estados Unidos, segundo confirmou a própria entidade nesta terça-feira (13).

Leia também: Colômbia auxilia investigações sobre morte do presidente do Haiti

"Depois do assassinato do presidente Moise, o suspeito se comunicou com um de seus contatos na DEA, e um funcionário da agência designado para o Haiti insistiu para que ele se entregasse às autoridades locais", explicou a agência à emissora "CNN".

A DEA detalhou que, junto com o Departamento de Estado, ofereceu informação ao governo haitiano que ajudou na prisão do suspeito e de outra pessoa.

Durante o ataque ocorrido na quarta-feira passada, que, segundo as autoridades do Haiti, contaram com o envolvimento de pelo menos 28 pessoas, o grupo responsável pela invasão anunciou que se tratava de uma operação da DEA.

No comunicado à "CNN", a agência garantiu que nenhum dos autores do ataque agiu em nome da DEA no incidente.

Ao menos dois cidadãos norte-americanos de origem haitiana, Joseph Vincent, de 55 anos, e James Solages, de 35, foram presos pelo ataque à residência de Moise, no qual a primeira-dama também ficou ferida. Na segunda-feira, o haitiano-americano Christian Emmanuel Sanon foi preso e apontado como o principal responsável pelo ataque.

Outros 17 suspeitos detidos no Haiti são colombianos, e 11 deles foram identificados pelo Ministério da Defesa da Colômbia como ex-membros das forças armadas do país.

O governo dos EUA enviou ao Haiti uma equipe de especialistas para colaborar com a investigação do assassinato de Moise. O secretário de Estado americano, Antony Blinken, expressou preocupação com a situação haitiana na segunda-feira.

Últimas