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Suspensão da Rússia do Conselho de Segurança seria o fim da ONU, diz especialista

Votação na Assembleia-Geral nesta quinta embargou a participação russa no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas

Internacional|Lucas Ferreira, do R7

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Conselho de Segurança da ONU conta com cinco membros permanentes e dez rotativos
Conselho de Segurança da ONU conta com cinco membros permanentes e dez rotativos

A Assembleia-Geral da ONU decidiu-se nesta quinta-feira (7) pela suspensão da Rússia do Conselho de Direitos Humanos da instituição, como retaliação às ações do país na guerra na Ucrânia. O embargo ganhou força após a descoberta dos civis mortos pelas ruas de Bucha, cidade próxima de Kiev.

O presidente da Ucrânia, Volodmir Zelenski, pediu nesta semana aos Estados-membros da ONU que expulsem a Rússia do Conselho de Segurança da organização, formado por China, Estados Unidos, França e Reino Unido, além dos russos.


Para o cientista político e pesquisador da USP (Universidade de São Paulo) Pedro da Costa Júnior, uma expulsão da Rússia do Conselho de Segurança da ONU significaria o próprio fim das Nações Unidas.

“A expulsão do Conselho de Segurança da ONU é a grande questão que deve ser feita. Isso seria o fim da própria ONU. Porque a ONU foi fundada, na célebre carta de São Francisco, por cinco membros permanentes, os cinco com direito a voto”, conta Costa Júnior ao R7.


Segundo o cientista político, a China, que tem direito a veto no Conselho de Segurança, assim como a Rússia, nunca aceitaria a retirada de Moscou do painel.

Para Costa Júnior, a ONU passa por um grande momento de questionamento da sua função para a geopolítica mundial. A formação de outros grupos, como o G20 e o Brics — Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul —, traz maior representatividade que o próprio Conselho de Segurança.


“Qual a representatividade do Conselho de Segurança? É um Conselho de Segurança anacrônico porque representa uma ordem quem não existe mais, criada lá em 1945. Estamos falando de um Conselho de Segurança que não tem a principal economia da Europa, que é a Alemanha. Ou a terceira economia do mundo, o Japão”, conclui Costa Júnior.

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