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Talibã anuncia que assinará acordo de paz com EUA em 29 de fevereiro

Informação foi confirmada quase que simultaneamente pelo Departamento de Estado norte-americano; decisão é parte de longo processo de negociação

Internacional|Da EFE

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Militantes do Talibã no Afeganistão participam de cerimônia de reconciliação
Militantes do Talibã no Afeganistão participam de cerimônia de reconciliação

O Talibã anunciou nesta sexta-feira (21) que assinará um acordo de paz com os Estados Unidos no próximo dia 29, após mais de um ano de negociações no Catar. A informação foi confirmada quase que simultaneamente pelo Departamento de Estado norte-americano.

"Após longas negociações entre o Emirado Islâmico (como os talibãs se autodenominam) do Afeganistão e os Estados Unidos da América, as duas partes concordaram em assinar o acordo na presença de observadores internacionais no sábado, 29 de fevereiro", diz o comunicado do grupo insurgente.


As duas partes "criarão uma situação de segurança adequada" e convidarão "muitos" representantes de diferentes países e organizações internacionais para assinar o acordo, segundo o Talibã.

Retirada de tropas dos EUA

A retirada de tropas americanas, que mantêm entre 12 mil e 13 mil soldados no país, foi um dos principais exigências dos talibãs e também um objetivo eleitoral do presidente dos EUA, Donald Trump, que havia prometido minimizar a presença militar no país asiático.


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O Talibã disse que o acordo "estruturará um caminho" para o início das negociações de paz intra-afegãs, vistas como um passo fundamental para o fim de duas décadas de guerra no Afeganistão.

No entanto, o comunicado não faz qualquer menção ao governo afegão e afirma que as negociações de paz serão "com vários partidos políticos do país".


O grupo insurgente também não fez referência ao compromisso de reduzir a violência no Afeganistão durante sete dias, a partir da meia-noite desta sexta-feira, anunciado hoje pelo Conselho de Segurança Nacional do Afeganistão (NSC).

Sete dias para reduzir violência

O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, também divulgou um comunicado informando da assinatura do acordo no próximo dia 29, embora tenha enfatizado que está condicionado à "implementação bem-sucedida" do período de redução da violência.


Esses sete dias de hostilidades reduzidas são vistos como um teste para verificar se o Talibã está realmente comprometido com a paz, bem como para testar se a liderança insurgente tem autoridade sobre seus soldados posicionados no terreno.

As negociações intra-afegãs começarão após a assinatura do acordo e "serão promovidas nesta etapa fundamental para alcançar um cessar-fogo completo e permanente", afirmou Pompeo.

Além disso, Pompeo usou o Twitter para afirmar que "após décadas de conflito, chegamos a um entendimento com os talibãs sobre uma redução significativa da violência no Afeganistão".

"Este é um passo importante no longo caminho para a paz, e peço a todos os afegãos que aproveitem essa oportunidade", disse Pompeo.

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