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‘Tarifa de 15% prejudica muito quem tinha acordos com os EUA’, aponta professor

Comissão Europeia exige que governo americano forneça clareza sobre medidas que pretende tomar após decisão da Suprema Corte

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Comissão Europeia exige que os EUA esclareçam medidas comerciais após decisão da Suprema Corte.
  • Suprema Corte considerou ilegal o aumento das taxas de Donald Trump, resultando em tarifas temporárias de 10% a 15%.
  • Professor Leonardo Trevisan afirma que tarifas prejudicam acordos existentes, beneficiando países como o Brasil.
  • Estudos indicam que o consumidor americano será o principal afetado com o aumento dos preços devido às tarifas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A Comissão Europeia exigiu que os Estados Unidos cumpram os termos do acordo comercial firmado em 2025. A organização, que negocia a política comercial em nome dos Estados-membros do bloco, afirmou que Washington deve fornecer total clareza sobre as medidas que pretende tomar após a decisão da Suprema Corte.

Na semana passada, o tribunal considerou ilegal o aumento nas taxas de Donald Trump. Em resposta, o presidente americano anunciou tarifas temporárias e generalizadas de 10% e, no dia seguinte, aumentou para 15%.


Vista ampla da baía de Nova Iorque, mostrando a Estátua da Liberdade ao centro, com guindastes portuários ao fundo
Trump aumentou tarifas temporárias e generalizadas de 10% para 15%, na última semana Reprodução/Record News

“A tarifa de 15% para todos beneficia, por exemplo, o Brasil, sem dúvida nenhuma, mas prejudica muito quem tinha feito acordos com os Estados Unidos, às vezes até maiores que esse, com 20%, 25%”, afirma Leonardo Trevisan, professor de relações internacionais, em entrevista ao Conexão Record News desta segunda-feira (23).

No acordo entre Estados Unidos e União Europeia, o bloco concordou em eliminar as taxas de importação de muitos produtos americanos e retirou a ameaça de retaliar com tarifas mais altas. Trevisan aponta que o bloco europeu sempre foi um aliado tradicional dos EUA, e que o anúncio de novas medidas impacta os consumidores americanos.


Segundo ele, “três institutos diferentes de economia nos Estados Unidos mostraram, em ângulos diferentes, que o grande perdedor com as tarifas é o consumidor americano. Ele que as paga. No fundo, não é o Estado que vende, é quem consome que vai pagar, porque o preço sobe”.

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