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Tarifaço não deve retornar com a mesma força após decisão da Suprema Corte, diz economista

Para Ricardo Hammoud, restabelecimento do padrão global de comércio beneficia tanto o mercado internacional quanto o consumidor americano

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Professor Ricardo Hammoud acredita que as tarifas de Donald Trump não retornarão ao patamar anterior após a decisão da Suprema Corte.
  • A suspensão das tarifas é vista como uma medida que contraria os princípios dos Estados Unidos, segundo o economista.
  • Hammoud critica o uso de poderes emergenciais por Trump para justificar o aumento das tarifas, afirmando que não havia tal emergência.
  • O economista destaca que a decisão pode beneficiar o comércio global e melhorar o poder de compra do consumidor americano.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

As tarifas de Donald Trump não devem retornar ao patamar anterior à suspensão da Suprema Corte, diz o professor de macroeconomia Ricardo Hammoud, em entrevista ao Conexão Record News desta sexta-feira (20).

A decisão já era esperada, argumenta, já que a medida do governo de usar a taxação como forma de pressão “vai de encontro a tudo que os Estados Unidos pregavam”. Apesar de Trump afirmar possuir alternativas, Hammoud acredita que a suspensão não será revertida.


Presidente dos EUA, Donald Trump, segura quadro com dados sobre tarifas ao lado do Secretário de Comércio, Howard Lutnick, na Casa Branca, em Washington, EUA
Taxações eram 'afronta' a tudo o que os EUA representam, segundo especialista Carlos Barria/Reuters - 20.02.2026

Hammoud segue os votos da corte superior e rejeita a previsão da medida de Trump na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional, que orienta decisões em tempos de guerra ou emergência.

“Não havia nada que explicasse esse aumento de tarifas. Na verdade foi um plano de governo, uma promessa de campanha [...]. Esses poderes só seriam dados a ele em um caso de uma emergência, que obviamente não existia”, analisa.


De acordo com ele, o país “ainda é um lugar onde o império da lei funciona”, e a fala do republicano “mostra uma afronta a tudo que os Estados Unidos representam”.

Sobre a reação dos países afetados pelo tarifaço, o especialista destaca a empolgação dos mercados diante de um restabelecimento do padrão de comércio global. Ainda assim, ele diz ser necessário que as cortes ao redor do mundo reverberem a decisão americana.


Além das boas previsões para o mercado internacional, o economista aponta uma melhora no panorama do consumidor americano. Ele diz que o protecionismo é uma “falácia econômica”, e que o comércio global permite que a população americana tenha maior poder de compra.

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