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Tecnologia para chegar à Groenlândia faz EUA dependerem de aliados

Ilha autônoma no Ártico vem sendo alvo de cobiça por parte do governo americano

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A dependência dos EUA para acessar a Groenlândia está ligada à tecnologia de quebra-gelos.
  • O governo americano possui apenas três quebra-gelos, com um plano para adquirir mais 11, necessitando de aliados e adversários.
  • A aquisição da Groenlândia é considerada por Trump como vital para a segurança nacional, mas enfrenta resistência da Dinamarca e países europeus.
  • A construção de quebra-gelos é dispendiosa e a mão de obra qualificada é limitada, com a maioria dos projetos ocorrendo na Finlândia.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Rússia tem a maior frota de quebra-gelos no mundo Reprodução/Diolanda Caballero/Guarda Costeira dos EUA

Um tipo de tecnologia faz com que os Estados Unidos esteja dependente de seus aliados e adversários para chegar à Groenlândia, ilha autônoma que pertence à Dinamarca e que vem sendo alvo de cobiça por parte do governo americano.

Trata-se dos quebra-gelos, navios que trazem em sua estrutura motores potentes, cascos reforçados e proas que podem esmagar o gelo que encontram pelo caminho.


Hoje, o governo dos EUA conta com apenas três tipos dessa embarcação em sua frota. Um acordo prevê que 11 sejam adquiridos, mas, para isso, o país terá que recorrer a aliados e até mesmo adversários.

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Desde que retornou à Casa Branca em janeiro do ano passado, o presidente americano, Donald Trump, vem afirmando que a aquisição da ilha é importante para a segurança nacional e uma estratégia para impedir que a Rússia e a China a “tomem”. A investida é rejeitada pela Dinamarca e países europeus.


Durante a sua participação no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, Trump, ao mencionar a ilha, destacou que “para chegar a essa Terra rara, é preciso atravessar centenas de metros de gelo.”

Em um cenário em que quisesse aumentar a sua frota de quebra-gelos, os EUA teriam que recorrer aos seus adversários China, Rússia, ou ao Canadá e Finlândia, aliados considerados de longa data, mas que vêm sendo alvo de críticas e ameaças de tarifas.


O desenvolvimento dos quebra-gelos é cara, tanto para construir quanto para se manter. Outro obstáculo se dá pela busca pela mão de obra qualificada, que costuma ser restrita a determinados lugares. Um deles é a própria Finlândia, que projeta 80% de todos os navios desse modelo em operação.

No ranking de país com a maior frota de quebra-gelos, o primeiro lugar é ocupado pela Rússia, que tem cerca de 100 embarcações. Em segundo vem o Canadá, que planeja dobrar para cerca de 50. Já a China tem 5 quebra-gelos.


Durante o seu primeiro mandato, Trump chegou a priorizar a compra de embarcações capazes de navegar sobre a camada congelada. A estratégia foi mantida durante o mandato do ex-presidente Joe Biden, que assinou o acordo para a compra dos 11 quebra-gelos.

Desse número, quatro estavam previstos para serem construídos na Finlândia. Os outros sete seriam desenvolvidos entre uma propriedade canadense no Texas e um estaleiro no Mississippi de propriedade conjunta dos EUA e do Canadá.

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