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‘Temos um cessar-fogo que parece ser frágil’, diz especialista sobre Gaza

Após primeiro reunião do Conselho de Paz, Kleber Galerani analisa desafios para reconstrução do território

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Primeiro encontro do Conselho de Paz ocorreu nesta quinta-feira (19), com foco na reconstrução da Faixa de Gaza.
  • Benjamin Netanyahu afirmou que a reabilitação só ocorrerá após o desarmamento do Hamas.
  • Kleber Galerani destaca fragilidade do cessar-fogo e desafios nas negociações entre Israel e Hamas.
  • Para uma paz duradoura, é necessária uma redefinição conjunta de segurança, soberania e defesa entre os países envolvidos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Aconteceu nesta quinta-feira (19) o primeiro encontro do Conselho de Paz, criado por Donald Trump. Na reunião, os países anunciaram ajuda financeira e envio de soldados para a reconstrução da Faixa de Gaza.

Na reunião, Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, afirmou que a reabilitação do território ocorrerá somente após o desarmamento do grupo terrorista Hamas, que declarou que a discussão deve garantir os direitos nacionais do povo palestino.


Imagens da Faixa de Gaza após destruição causada pela guerra entre Palestina e Israel
Países anunciaram ajuda financeira e envio de soldados para a reconstrução da Faixa de Gaza Reprodução/Record News

Em entrevista ao Conexão Record News, Kleber Galerani, professor de Direito e Relações Internacionais, afirma que o grupo terrorista mantém a postura de defender os direitos do povo palestino e que, enquanto a agressão de Israel não for interrompida, não haverá negociações. Ele ressalta que o cessar-fogo parece “frágil” diante da postura da organização.

“Nós temos um cessar-fogo que parece ser frágil, temos contínuas acusações de violações a esse cessar-fogo, nós temos desafios estruturais, então, nesse contexto, nós observamos que construir a paz, que é o que nós chamamos em relações internacionais de peace building, a construção da paz nesta determinada região e uma paz sustentável, ela é bastante dificultosa”, diz.


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O docente ressalta que a postura de Israel no contexto do cessar-fogo também contribui para a dificuldade de manter o acordo na região. Ele destaca que, para que haja uma convivência duradoura, é necessária uma redefinição conjunta sobre segurança, soberania e defesa entre os dois países.

“O que eu vejo é que a estabilidade em Gaza exige, não apenas dinheiro, não apenas promessas, mas reciprocidade, mais confiança minimamente compartilhada e uma redefinição real, de forma compartilhada, do que é segurança, do que é soberania, do que é defesa, do que é paz e isso é bastante difícil”, afirma o professor.

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