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Tensão no Irã ‘traduz muito do conflito maior entre China e Estados Unidos’, diz professor

Teerã ameaçou ataques em países vizinhos que possuem bases americanas em caso de intervenções de Washington

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O governo iraniano emitiu um alerta a países vizinhos com tropas americanas após ameaças de intervenções dos EUA.
  • Autoridades acusam Estados Unidos e Israel de instigar protestos e ameaçam retaliações a intervenções externas.
  • O controle da repressão saiu das alas moderadas do regime para as mais duras, resultando em um aumento significativo de mortos.
  • O professor Leonardo Trevisan destaca a relação entre o conflito no Irã e a disputa entre China e Estados Unidos pelo petróleo iraniano.

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O governo iraniano emitiu um alerta aos países vizinhos que abrigam tropas americanas após ameaças de intervenções por Washington. Segundo fontes ouvidas pela agência de notícias Reuters, funcionários foram aconselhados a deixar a principal base aérea norte-americana na região. Uma ação semelhante aconteceu horas antes do ataque com mísseis no ano passado.

Autoridades iranianas acusam os Estados Unidos e Israel de fomentar os protestos que ocorrem no país e ameaçam ataques caso intervenções externas aconteçam. As tensões crescem após declarações do presidente Donald Trump nas redes sociais.


Regime iraniano ameaçou atacar bases americanas em países vizinhos Reprodução/Record News

Apesar de manifestações sociais presenciadas em 2022 e que deixaram centenas de mortos, Leonardo Trevisan, professor de relações internacionais da ESPM (Escola Superior Propaganda e Marketing), aponta que, pelo número de pessoas e motivos envolvidos nos protestos atuais, o governo perdeu o controle dos manifestantes. Ele menciona que, pela responsabilidade da contenção estar nas mãos da Guarda Revolucionária, isso reflete nos milhares de óbitos presenciados nos últimos dias.

“O que aconteceu é que o controle da situação saiu das mãos das alas mais moderadas do regime e foi para as alas mais duras, especialmente a guarda revolucionária. E aí, nós vimos essa quantidade de mortos. Pela primeira vez, mesmo durante as outras, pela primeira vez, a Guarda Revolucionária iraniana atira para matar, atira com munição real, atirando na cabeça das pessoas”, comenta em entrevista ao Conexão Record News desta quarta-feira (14).


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No entanto, Trevisan ressalta que, apesar de ameaças ao regime dos aiatolás, o governo americano deve ser mais cauteloso em uma resposta, principalmente por uma relação direta entre Teerã e Pequim. Com a China comprando praticamente todo o petróleo iraniano e suprindo as necessidades do país com produtos industrializados, essa relação faz com que os vizinhos solicitem cautela de Washington para se evitar um conflito que vá além das fronteiras do país persa.

“Então, em outras palavras, nós temos sim um conflito no Irã, que ele, de algum modo, traduz muito do conflito maior entre China e Estados Unidos. Não nos esqueçamos que a China é a grande protetora do Irã. Ela compra todo o petróleo iraniano, praticamente. Então, quando você olha para isso, você tem ideia de que há um jogo de forças também internacional nessa questão iraniana”, completa o professor.


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