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Testemunha em julgamento de Manning diz que pensou que soldado era espião

Internacional|Do R7

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Fort Meade (EUA.), 19 jul (EFE).- Uma das ex-supervisoras do ex-soldado Bradley Manning disse nesta sexta-feira, na fase final do julgamento pelo vazamento de documentos secretos para o Wikileaks, que pensou que o acusado era um espião, já que não mostrava lealdade à bandeira nem ao país. Jihrleah Showman, supervisora militar de Manning, afirmou que o ex-soldado tinha um comportamento "desleal" desde antes de chegar em outubro de 2009 no Iraque como analista de inteligência e que chegou a pensar que ele podia ser um espião, embora nunca tenha informado isto aos seus superiores. "A bandeira não significava nada para ele e não se considerava vinculado por juramento a este país ou a ninguém", disse Jihrleah na provável última jornada de testemunhos do julgamento, que começou em junho e que pode terminar na segunda-feira da semana que vem com as declarações finais das partes. O advogado de Manning, David Coombs, tentou demonstrar que a testemunha sente rancor do acusado e que o comportamento do ex-soldado apenas significava que ele não era "automatizado". Além disso, o advogado afirmou que, como se costuma dizer no Exército, "o que não está escrito, não existe". Manning chegou a dar um soco em Jihrleah quando ambos serviam em uma base próxima a Bagdá, onde o ex-soldado teve acesso aos documentos que enviaria para o Wikileaks, supostamente devido à pressão psicológica a qual estava submetido. Manning, de 25 anos, demonstrou problemas de comportamento desde seu treinamento, antes de ir para o Iraque. Apesar da falta de disciplina, Manning recebeu sinal verde para ser enviado ao Oriente Médio, onde foi detido em maio de 2010 por vazar mais de 700.000 documentos ao portal Wikileaks, entre eles dados da guerra nesse país e no Afeganistão, assim como milhares de telegramas diplomáticos. A juíza do caso, a coronel Denise Lind, negou nesta quinta-feira o pedido da defesa de retirar a acusação de "ajuda ao inimigo", que pode custar a Manning pena de prisão perpétua. O ex-soldado reconheceu sua culpa na metade das vinte acusações contra ele, justamente as que tem uma pena menor. Se Manning não for declarado culpado de "ajuda ao inimigo", mas sim das outras acusações, a pena máxima seria de 154 anos. EFE jmr/dk

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