‘Tiro no pé’: sanções da Europa jogam russos no colo de chineses e indianos, diz professor
Importações de gás de Moscou devem ser totalmente encerradas até setembro de 2027
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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As importações de gás russo para países União Europeia devem ser proibidas até o final de 2027 após decisão do órgão nesta segunda-feira (26). Nos termos do acordo, o bloco suspenderá as importações do gás natural liquefeito até o final de 2026 e o fornecimento de gás por gasoduto até o final de setembro de 2027.
A lei, que vem como parte das sanções em relação à guerra na Ucrânia, permite que o prazo seja prorrogado por um mês, no máximo, caso um país esteja com dificuldades para abastecer os estoques de armazenamento antes do inverno. Apesar da determinação, a Bulgária se absteve, enquanto Eslováquia e Hungria votaram contra, com esse último garantindo que irá contestar a lei no Tribunal de Justiça do órgão.

Na análise de Lier Ferreira, pesquisador da UFF (Universidade Federal Fluminense), a atitude europeia soa como um “tiro no pé”, uma vez que acordos econômicos podem ser uma das alternativas para conversas sobre o fim da guerra. Para ele, com os Estados Unidos se distanciando dos europeus e uma pressão para o bloco gastar mais em suas defesas, os europeus são quem mais dificultam um acordo para o final da guerra.
“A Europa tem sido um dos principais bastiões para evitar o fim dessa guerra. Ela que tem insuflado, que é via uma resistência, termos de negociação, que nós sabemos que são incompatíveis, infelizmente, com o status quo do campo de batalha, onde os russos dominam aproximadamente 25% do território ucraniano”, comenta em entrevista ao Conexão Record News desta segunda.
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Outro ponto destacado pelo professor que pode se voltar contra o velho continente é o repasse desse gás para parceiros comerciais russos, como China e Índia, principalmente para este segundo que está prestes a fechar um acordo comercial com a UE. Com o combustível mais barato, os indianos conseguiriam enviar produtos mais competitivos aos europeus, gerando um prejuízo interno.
“Quando Bruxelas, de alguma forma, vai criando dificuldades nas relações comerciais com os russos, além de diminuir os campos de convergência e diálogo entre as duas regiões, evitando com que tensões futuras possam acontecer, ela está fazendo uma coisa que é pouco inteligente, que é jogar os russos no colo de chineses e também dos indianos”, completa.
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