Tiroteio que matou 6 pessoas nos EUA teve motivação antissemita
Prefeito de Jersey City (EUA) disse que os dois atiradores escolheram propositalmente o mercado de produtos judaicos para abrir fogo na terça
Internacional|Fábio Fleury, do R7

O tiroteio que deixou 6 mortos e 3 feridos em Jersey City (EUA) na última terça-feira (10) teve forte motivação antissemita. Quem deu a informação foi o prefeito da cidade, Steven Fulop, em uma coletiva de imprensa nesta quarta-feira (11).
Segundo ele, os dois atiradores, que morreram após trocar tiros com a polícia, escolheram deliberadamente o local do crime, um mercado de produtos kosher (que obedecem à lei judaica), para entrar atirando com fuzis.
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"Depois de examinar as imagens das câmeras municipais, posso dizer com tranquilidade que esse foi um ataque direcionado ao estabelecimento kosher", afirmou o prefeito. O registro mostra que os atiradores chegaram devagar em uma van, com a qual já tinham cometido o primeiro assassinato da tarde.
Primeiro crime
Antes de parar a van diante do mercado, os suspeitos, David Anderson e Francine Graham, estavam com o veículo estacionado diante de um cemitério a cerca de 1,5 km dali. Eles foram abordados pelo detetive Joseph Seals.
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O policial foi até o furgão porque ele aparecia nos registros como tendo ligação com um assassinato que aconteceu no último fim de semana. Ao se aproximar do veículo, Seals foi baleado pelos suspeitos e acabou morrendo no local.
Em seguida, Anderson e Francine se dirigiram para o mercado e desceram, cada um com um fuzil. Dentro, eles atiraram e mataram três pessoas. Pelo menos duas delas, Mindel Ferencz e Moshe Deutsch, faziam parte da comunidade judaica de Jersey City.
Segundo o prefeito, o crime poderia ter um número maior de vítimas, mas dois policiais que estavam de patrulha a cerca de um quarteirão do mercado ouviram o barulho dos tiros e reagiram imediatamente. "Eles poderiam ter saído da loja e ido até a escola que fica perto", disse Fulop.
Ligação com antissemitas
A polícia está investigando possíveis ligações de David Anderson com um grupo antissemita. Segundo o New York Times, teriam sido descobertas postagens em nome dele em fóruns de uma organização chamada Black Hebrew Israelites, que é considerada por disseminar discurso de ódio e antissemitismo.












