Internacional Tragédia em Orlando: médico vai investigar hora da morte de crianças

Tragédia em Orlando: médico vai investigar hora da morte de crianças

Em entrevista ao R7, brasileira que vive no complexo de apartamentos onde ocorreu crime diz que prédios continuam fechados para moradores

Tragédia em Orlando

Polícia negociou com atirador por mais de 21h

Polícia negociou com atirador por mais de 21h

Arquivo pessoal/Nader Khalil

A polícia da Flórida, nos Estados Unidos, comunicou nesta terça-feira (12) que um médico forense deve investigar o horário exato em que foram assassinadas as quatro crianças que eram mantidas reféns por um atirador em um complexo de apartamentos Westbrook, na cidade de Orlando.

Desde a noite de domingo (10), o suspeito identificado como Gary Lindsey manteve quatro crianças com idades entre um e 12 anos em cárcere privado depois de violentar a própria namorada. Ele chegou também a abrir fogo contra um policial que se dirigiu à cena do crime.

Na segunda-feira (13) pela noite, após quase 21h de negociação, os agentes invadiram o apartamento e encontraram Lindsey e as vítimas mortos. As autoridades dizem que o atirador executou as crianças e depois tirou a própria vida.

Em entrevista ao R7, a brasileira Thaina Vidal, que tem 21 anos e mora no complexo com o marido e dois filhos, afirma que até a tarde desta terça-feira o acesso dos moradores aos edifícios continuava bloqueado pela polícia: “Não vamos para casa desde ontem e não há previsão de quando poderemos voltar, porque ainda estão fazendo a perícia. O que eu sei é o que está nos jornais — que quatro crianças foram mortas pelo atirador e ele se matou depois. Eu morava no prédio ao lado e não o conhecia”, diz.

Thaina soube da ocorrência quando o marido saiu para trabalhar na manhã de segunda-feira e foi abordado por policiais. “Moro no complexo há um ano. É a primeira vez que ouço sobre um crime do tipo na região”, completa.

Gary Wayne Lindsey Jr., de 35 anos, era um criminoso em liberdade condicional. A mídia local especula que duas das crianças eram filhas do próprio atirador, enquanto as outras duas eram de sua namorada.