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‘Trégua de duas semanas pode ser violada em função dos interesses de Netanyahu’, diz especialista

Mesmo após o cessar-fogo, foram registrados ataques iranianos contra o território israelense

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Após o anúncio do cessar-fogo, mísseis iranianos foram lançados contra Israel, sendo interceptados em várias áreas.
  • Países do Golfo, como Kuwait e Arábia Saudita, ativaram suas defesas aéreas devido aos ataques que causaram danos materiais significativos.
  • O especialista Lier Ferreira afirma que a trégua de duas semanas não teve a concordância de Netanyahu, contribuindo para a instabilidade na região.
  • A pressão dos EUA para que a Europa se envolva no conflito não teve sucesso, com os países europeus mantendo distância da guerra.

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Mesmo após o anúncio do cessar-fogo, mísseis foram lançados em direção a Israel. Segundo os militares israelenses, os ataques vieram por parte do Irã e foram interceptados na cidade de Tel Aviv, Jerusalém e na Cisjordânia.

Outros países do Golfo, como Kuwait, Bahrein, Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos, emitiram alertas e ativaram as defesas aéreas. Segundo o governo do Kuwait, os ataques causaram “danos materiais significativos” a instalações petrolíferas, usinas de energia e estações de dessalinização de água.


Para o pesquisador Lier Ferreira, a trégua de duas semanas anunciada nesta terça (7) por Donald Trump aconteceu sem a concordância de Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro israelense que, nas palavras dele, tem contribuído para a instabilidade na região.

“A gente percebe que hoje Israel é o principal fator de instabilidade no Oriente Médio. De fato, é exatamente na postura de Israel, nas contradições e nas insuficiências que os Estados Unidos têm hoje em relação a esse que é historicamente seu principal aliado no Oriente Médio, a República de Israel, que essa trégua de duas semanas pode ser violada exatamente em função dos interesses israelenses, ou mais particularmente os interesses de Benjamin Netanyahu”, afirma o especialista, em entrevista ao Conexão Record News.


Ferreira ainda ressalta que há, por outro lado, uma pressão dos Estados Unidos para com os países europeus, e que, apesar das investidas norte-americanas para que a Europa adentre no conflito, as nações europeias permanecem com a posição de não se envolverem nessa guerra.

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