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Tribunal da Malásia condena homem por compartilhar fake news

Dinamarquês foi acusado de divulgar um vídeo com críticas imprecisas à polícia nas redes sociais; país aprovou lei contra notícias falsas em abril

Internacional|Ana Luísa Vieira, do R7, com Reuters

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Dinamarquês deve passar um mês na prisão
Dinamarquês deve passar um mês na prisão

Uma corte da Malásia condenou nesta semana um cidadão dinamarquês vivendo no país por críticas imprecisas à polícia nas redes sociais. Trata-se do primeiro infrator a ser enquadrado em uma lei contra as chamadas "fake news" aprovada no dia 2 de abril. As informações são da agência de notícias Reuters.

Salah Salem Saleh Sulaiman, de 46 anos, foi acusado de disseminar notícias falsas depois de postar um vídeo em que acusa policiais malaios de terem demorado 50 minutos para responder a uma ligação de emergência a respeito do tiroteio que terminou com o assassinato de um palestino em Kuala Lumpur no dia 21 de abril.


A polícia afirma que demorou 8 minutos para responder ao chamado de emergência. A acusação afirmou que Sulaiman agiu "com má intenção, publicou notícias falsas através de um vídeo no YouTube".

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O dinamarquês, que se apresentou ao tribunal sem um advogado de defesa, admitiu culpa e declarou que o vídeo foi publicado em "um momento de raiva, sem intenções de causar o mal". Ele foi multado em 10.000 ringgits (aproximadamente 9.013 reais), mas optou por passar um mês na cadeia por não poder arcar com a despesa.


A lei aprovada em abril pode resultar em penas de prisão de até 6 anos para os infratores. Ela define as notícias falsas como "notícias, informações, dados e reportagens que são inteira ou parcialmente falsos" e que incluam artigos, elementos visuais e gravações de áudio, além de cobrir publicações digitais e redes sociais.

A legislação se aplica a infratores que disseminem "notícias falsas" com más intenções dentro e fora da Malásia, incluindo estrangeiros, se a Malásia ou cidadãos malaios forem afetados. Os críticos afirmam, entretanto, que este seria um mecanismo poara a Malásia conter a dissidência e a liberdade de expressão antes de uma eleição geral.


A notícia original

Dois homens não identificados mataram um palestino em Kuala Lumpur no dia 21 de abril. O chefe da polícia local, Mazlan Lazim, informou que os suspeitos estavam em uma motocicleta e dispararam 10 tiros contra a vítima de 35 anos, que morreu imediatamente.

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