Internacional Tribunal não identifica ação de Síria e Hezbollah na morte de Rafik Hariri

Tribunal não identifica ação de Síria e Hezbollah na morte de Rafik Hariri

Corte analisa e julga o ataque em que morreram Hariri e outras 21 pessoas, em 14 de fevereiro de 2005. O atentado ainda deixou 231 feridos.

Não há expectativa sobre o anúncio da pena dos acusados

Não há expectativa sobre o anúncio da pena dos acusados

REUTERS/Aziz Taher/25.10.2019

Tribunal Especial para o Líbano apontou nesta terça-feira (18) não ter identificado qualquer prova da participação direta do governo da Síria ou de alguma liderança do grupo xiita Hezbollah, no atentado que matou o ex-primeiro-ministro libanês Rafik Hariri.

Durante a leitura da sentença pelo assassinato do antigo chefe de governo, ocorrido há 15 anos, em Beirute, o juiz presidente da sala, David Re, afirmou que "Síria e Hezbollah podem ter tido motivações" políticas na morte do ex-primeiro-ministro, mas que, desde que a Corte abriu as portas, em 2009, não recebeu evidências sobre a participação.

O tribunal, que anunciará o veredito ao longo desta terça-feira, julga o ataque em que morreram Hariri e outras 21 pessoas, em 14 de fevereiro de 2005. O ataque ainda deixou 231 feridos.

Os quatro acusados pela ação, Salim Jamil Ayyash, Hassan Habib Merhi, Hussein Hassan Oneissi e Assad Hassan Sabra, são apontados como "responsáveis secundários", que teriam ajudado na organização e preparação do atentado.

Não há, no entanto, suspeitos de terem estado na cadeia de comando ou de terem autoria intelectual.

Logo depois do ataque, o palestino Ahmad Abu Adass, de apenas 22 anos, se apresentou em um vídeo gravado e garantiu que foi o responsável por incendiar um caminhão que continha uma tonelada de explosivos, no centro de Beirute.

O jovem disse ter cometido a ação em nome da organização fundamentalista denominada "Vitória e Jihad na Grande Síria", que até então, era desconhecida.

Hoje, não há expectativa sobre o anúncio da pena dos acusados, caso sejam declarados culpados, apenas será apresentado o eventual grau de participação na preparação para o atentado.

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