Tribunal russo condena veterano da Marinha dos EUA a 5 anos por transporte ilegal de armas
Família aponta armação para viabilizar futura troca de prisioneiros
Internacional|Do Estadão Conteúdo
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Um tribunal russo condenou um cidadão norte-americano a cinco anos de prisão por transporte ilegal de armas, informaram autoridades judiciais nesta segunda-feira (19). Chuck Zimmerman, de 58 anos, recebeu a sentença de um tribunal na cidade balneária de Sochi, no Mar Negro, após uma arma de fogo ser encontrada em seu iate em junho, segundo comunicado do serviço de imprensa dos tribunais regionais de Krasnodar. A arma foi localizada durante uma inspeção da embarcação ao chegar ao porto, afirmou a nota.
Um site criado em apoio a Zimmerman o descreve como veterano da Marinha dos Estados Unidos, pai de dois filhos e eletricista. A família rejeita as acusações e as classifica como uma “armação” com o objetivo de viabilizar uma futura troca de prisioneiros.
Registros judiciais mostram que Zimmerman foi condenado em outubro e que a decisão do tribunal de Sochi foi mantida dois meses depois pela corte regional de Krasnodar. Segundo o comunicado judicial, Zimmerman afirmou que viajou à Rússia para encontrar uma mulher com quem mantinha contato pela internet e que portava a arma para autodefesa, sem conhecimento da legislação russa. Ele admitiu integralmente a culpa, de acordo com a nota.
A irmã do americano, Robin Stultz, disse que o irmão foi interceptado enquanto navegava em águas internacionais, “sem absolutamente nenhuma intenção de entrar na Rússia”. Ela afirmou que Zimmerman seguia dos EUA para a Nova Zelândia e declarou voluntariamente a existência da arma, mas acabou acusado de contrabando. Stultz disse ainda não confiar em nenhuma “confissão” atribuída a ele e afirmou que o irmão não teve acesso à Embaixada dos EUA desde a prisão.
Não houve comentário imediato de autoridades americanas. Zimmerman está entre os poucos americanos que permanecem detidos na Rússia após uma série de trocas de prisioneiros entre Moscou e Washington nos últimos anos, em meio à deterioração das relações bilaterais.
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