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Tropas russas invadem a última embarcação leal a Kiev nas águas da Crimeia

Internacional|Do R7

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Kiev, 25 abr (EFE).- Tropas russas atacaram nesta terça-feira o navio caça-minas "Cherkassy", a último embarcação da Marinha ucraniana na Crimeia que não tinha se rendido à frota russa do Mar Negro. Após duas horas de ataque, no qual se utilizaram armas de fogo e explosivos, os soldados russos conseguiram postar-se na cobertura do navio, informou Vladislav Selezniov, porta-voz do Ministério da Defesa da Ucrânia na Crimeia. Segundo a fonte, os russos tentam agora chegar ao compartimento onde está entrincheirada a tripulação, que está composta por 61 pessoas, entre marinheiros e oficiais. "A tripulação está entrincheirada dentro do navio com as escotilha fechadas hermeticamente", assegurou o marinheiro ucraniano Aleksandr Gutnik ao site do jornal "Ukrainskaya Pravda". Com a ajuda de um navio rebocador, várias lanchas rápidas e dois helicópteros Mi-35, os russos cercaram o "Cherkassy", que está bloqueado há três semanas no lago Donuzlav. Segundo meios de comunicação ucranianos, durante o ataque foram ouvidas várias rajadas de disparos e explosões na embarcação, que não pode sair a mar aberto, já que a Marinha russa bloqueou a saída do lago ao afundar duas de suas embarcações. O "Cherkassy", que dispõe de canhões, peças de artilharia e metralhadoras, tinha repelido nos últimos dias vários tentativas de abordagem. Nas últimas semanas as tropas russas controlaram mais de 200 unidades militares e quase todos os navios da Marinha ucraniana posicionados na Crimeia. O ministro da Defesa ucraniano, Igor Teniukh, renunciou hoje após receber várias críticas por abandonar à própria sorte os militares ucranianos na Crimeia, muitos dos quais passaram ao lado russo. O novo titular da pasta, Mikhail Koval, prometeu que os militares ucranianos que ainda permanecem no território retornarão à Ucrânia com suas armas no ombro e a bandeira nacional em riste. A Ucrânia ordenou na segunda-feira a retirada de todas suas unidades militares na península da Crimeia, que passou a fazer parte na semana passada da Federação Russa. EFE bk-io/rsd

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