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Tropas terrestres, escoltas navais: as opções de Trump para reabrir o estreito de Ormuz

Bloqueio iraniano que interrompe fluxo mundial de petróleo leva Washington a avaliar diferentes estratégias militares

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Aumento da tensão no Golfo Pérsico após ameaças do Irã contra embarcações no estreito de Ormuz.
  • Trump considera opções militares, como escoltas navais e operação terrestre, para reabrir a rota vital de transporte de petróleo.
  • A participação de aliados na coalizão de defesa é incerta, com muitos países hesitando em enviar navios de guerra.
  • O Irã alerta que ataques a suas instalações energéticas resultarão em retaliações contra aliados dos EUA na região.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Donald Trump avalia opções militares no estreito de Ormuz Reprodução/X

A tensão no Golfo Pérsico aumentou nas últimas semanas após o Irã ameaçar abrir fogo contra embarcações que tentassem atravessar o estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo. Caças, drones e mísseis de cruzeiro passaram a ser vistos com frequência na região, enquanto petroleiros permanecem parados diante do risco de ataques.

A passagem marítima liga os golfos Pérsico e de Omã e responde por cerca de 20% do transporte global de petróleo e gás. Desde o fim de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram ataques conjuntos contra alvos iranianos, Teerã passou a bloquear o tráfego de navios como forma de retaliação, provocando o maior choque de oferta de petróleo já registrado e uma forte alta nos preços da energia.


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Diante do impacto global, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que pretende reabrir a rota marítima considerada vital para o comércio internacional. Segundo executivos de empresas do Oriente Médio e do Ocidente, no entanto, apenas garantias americanas de segurança não devem ser suficientes para convencer companhias de transporte e seguradoras a retomar as operações.

O governo americano planeja anunciar ainda nesta semana uma coalizão de países dispostos a enviar navios militares para ajudar a restabelecer a circulação na área. Trump pediu apoio explícito de aliados como França, Japão, Coreia do Sul e Reino Unido, além da China, para formar uma força multinacional destinada a proteger o tráfego marítimo.


Apesar do apelo, vários países demonstraram hesitação em participar da operação. França, Japão e Austrália já indicaram que não pretendem enviar navios de guerra, enquanto o governo britânico avalia apenas o uso de drones para detectar minas marítimas. A Coreia do Sul afirmou que acompanha a situação e consulta aliados antes de tomar qualquer decisão.

Autoridades americanas também alertaram que a região pode se transformar em uma zona extremamente perigosa para embarcações militares caso Washington decida enviar navios ao local. Mesmo com ataques recentes que reduziram parte da capacidade militar iraniana, Teerã ainda mantém armamentos capazes de atingir navios.


Opções de Washington para a crise

Entre as alternativas avaliadas pela Casa Branca está a criação de operações de escolta para petroleiros. Nesse cenário, navios de guerra dos Estados Unidos e de países aliados acompanhariam as embarcações comerciais, removendo minas e defendendo os navios contra drones, mísseis e ataques de pequenas embarcações rápidas usadas pelo Irã.

Especialistas calculam que seriam necessários dois navios militares para cada petroleiro, ou cerca de uma dúzia de embarcações para proteger comboios de cinco a dez cargueiros. Mesmo assim, o curto alcance entre as costas iranianas e a rota marítima dificultaria a defesa contra drones e mísseis, além de exigir custos elevados.


Outra possibilidade discutida por analistas seria uma operação terrestre em território iraniano para eliminar lançadores de mísseis e drones capazes de atingir navios. Essa alternativa exigiria milhares de soldados e meses de combate, com risco de confronto direto com as forças iranianas, incluindo a Guarda Revolucionária Islâmica.

O governo americano já anunciou o envio de até 5.000 fuzileiros navais e marinheiros para o Oriente Médio, além do navio de assalto anfíbio USS Tripoli. O movimento foi interpretado como um sinal de que uma operação em terra não está descartada, embora envolva riscos políticos e militares consideráveis.

Outra estratégia considerada é pressionar o Irã por meio da ilha de Kharg, principal centro de exportação de petróleo do país. A ilha, localizada no norte do Golfo Pérsico, responde por cerca de 90% das exportações de petróleo iraniano e é considerada o ativo econômico mais importante de Teerã.

Na semana passada, Trump ordenou ataques contra instalações militares na ilha, mas afirmou que decidiu não atingir a infraestrutura petrolífera. O presidente norte-americano disse que poderá reconsiderar essa decisão caso o Irã continue bloqueando a passagem de navios pelo estreito.

Analistas apontam que os 5.000 militares enviados à região poderiam ser suficientes para ocupar a ilha e utilizá-la como forma de pressão sobre o governo iraniano. A estratégia consistiria em assumir o controle do local sem destruir suas instalações, usando o domínio do local como instrumento de negociação.

O Irã, por sua vez, já advertiu que qualquer ataque às suas instalações energéticas será considerado uma linha vermelha. A Guarda Revolucionária afirmou que, caso isso ocorra, a infraestrutura de energia de países aliados dos Estados Unidos no Golfo será alvo de ataques retaliatórios.

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