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Trump avalia possível intervenção militar no Irã

Presidente ainda não tomou uma decisão final, mas está considerando seriamente alguma ação devido à escalada das mortes

Internacional|Alayna Treene e Kevin Liptak, da CNN Internacional

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Donald Trump considera opções militares em resposta aos protestos mortais no Irã.
  • A administração avalia ataques direcionados a serviços de segurança iranianos e operações cibernéticas.
  • Temores de que uma intervenção militar possa unir o povo iraniano em apoio ao governo.
  • Mais de 10.600 pessoas foram presas e pelo menos 490 manifestantes mortos em recentes protestos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Presidente Donald Trump
Trump foi informado nos últimos dias sobre diferentes planos de intervenção no Irã Daniel Torok/Official White House Photo - 28.12.2025

O presidente Donald Trump está avaliando uma série de possíveis opções militares no Irã após protestos mortais no país, disseram à CNN dois funcionários dos Estados Unidos, enquanto ele considera cumprir ameaças recentes de atacar o regime iraniano caso use força letal contra civis.

Trump foi informado nos últimos dias sobre diferentes planos de intervenção, disseram os funcionários à CNN, à medida que a violência no país levou a dezenas de mortes e prisões.


Segundo os funcionários dos EUA, várias das opções apresentadas ao presidente se concentram em atacar os serviços de segurança de Teerã que estão sendo usados para reprimir os protestos.

No entanto, há preocupações dentro da administração de que ataques militares possam sair pela culatra e enfraquecer os protestos. As preocupações, disseram os funcionários, são de que os ataques possam ter o efeito não intencional de unir o povo iraniano em apoio ao governo ou levar o Irã a retaliar com força militar própria.


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Trump também está considerando uma série de opções destinadas a atingir o regime iraniano que não envolvem ataques militares, disseram os funcionários, enquanto ele busca cumprir uma promessa de ajudar os manifestantes no país.

As opções incluem operações cibernéticas contra alvos do regime ou das Forças Armadas iranianas, uma medida que poderia interromper os esforços para reprimir os protestos, disse um funcionário.


As opções também incluem novas sanções contra figuras do regime ou setores da economia iraniana, como energia ou sistema bancário.

A administração também avaliou a possibilidade de fornecer tecnologia como a Starlink para reforçar a conectividade com a internet no Irã, ajudando manifestantes a contornar um bloqueio de informações. O então presidente Joe Biden ofereceu assistência semelhante de conectividade durante o último surto de protestos de rua, em 2022.


Diversas agências diferentes têm participado da preparação de opções para o presidente, disseram os funcionários. Briefings mais formais são esperados para a próxima semana, inclusive na terça-feira, quando Trump deve convocar autoridades de alto escalão da área de segurança nacional para discutir como proceder.

Teerã tratará bases militares e comerciais dos EUA como alvos de retaliação caso Washington intervenha militarmente no Irã atingido por distúrbios, alertou o presidente do Parlamento iraniano, de linha dura.

“Se os EUA tomarem uma ação militar contra o Irã ou os territórios ocupados, os centros militares e de transporte marítimo dos EUA serão considerados alvos legítimos”, disse Mohammad Baqer Qalibaf.

“Não nos limitamos a reagir apenas depois que uma ação é tomada”, acrescentou.

O presidente ainda não tomou uma decisão final sobre a intervenção, disseram os funcionários, mas está considerando seriamente alguma ação à medida que o número de mortos no Irã continua a subir. As opções que o presidente está avaliando não envolvem o envio de tropas ao território iraniano, disse à CNN um alto funcionário da Casa Branca.

Pelo menos 10.675 pessoas foram presas, incluindo 169 crianças, nos últimos 15 dias durante manifestações contra o regime no Irã, de acordo com um levantamento detalhado fornecido à CNN por Skylar Thompson, vice-diretor da organização Human Rights Activists in Iran (também conhecida como HRA).

O braço de notícias da HRA chama-se Human Rights Activists News Agency (HRANA).

Pelo menos 490 manifestantes foram mortos no mesmo período, segundo a contagem mais recente do grupo, atualizada no domingo. A CNN não conseguiu verificar de forma independente os números de mortos ou de prisões divulgados pela HRANA.

“O Irã está olhando para a LIBERDADE, talvez como nunca antes”, publicou Trump nas redes sociais no sábado. “Os EUA estão prontos para ajudar!!!”

Na sexta-feira, Trump disse a repórteres que, se Teerã recorresse à violência letal contra manifestantes, os EUA “se envolveriam”.

“Fiz a declaração de forma muito firme de que, se eles começarem a matar pessoas como fizeram no passado, nós nos envolveremos”, disse Trump durante uma reunião com executivos do setor de petróleo. “E isso não significa tropas no terreno, mas significa atingi-los muito, muito forte onde dói.”

O secretário de Estado, Marco Rubio, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, conversaram no sábado sobre os protestos em andamento, disseram duas fontes familiarizadas com a ligação. Os líderes também discutiram a situação na Síria e em Gaza, afirmaram.

As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) disseram no domingo que estão “monitorando os desdobramentos” no Irã, à medida que o país entra na terceira semana de protestos antigovernamentais.

“Os protestos são uma questão interna iraniana. Ainda assim, as IDF estão preparadas defensivamente e vêm aprimorando continuamente suas capacidades e prontidão operacional”, disse um porta-voz das IDF em comunicado.

Enquanto isso, Netanyahu deve convocar uma consulta de segurança restrita na noite de domingo, com os desdobramentos no Irã e no Líbano no topo da pauta, segundo uma fonte israelense.

*Leila Gharagozlou, Chris Lau, Tal Shalev, Jomana Karadsheh e Billy Stockwell, da CNN, contribuíram para esta reportagem.

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