Internacional Trump classifica de 'fraude total' investigação sobre ataque ao Capitólio

Trump classifica de 'fraude total' investigação sobre ataque ao Capitólio

Comitê do Congresso americano concluiu que o ex-presidente pressionou o vice para não ratificar a vitória de Joe Biden

Agência EFE
Donald Trump durante discurso no dia do ataque ao Capitólio

Donald Trump durante discurso no dia do ataque ao Capitólio

Mandel Ngan/AFP - 6.1.2021

O ex-presidente americano Donald Trump classificou, nesta sexta-feira (17), de "esquerdistas radicais" os membros do comitê do Congresso que investigam o ataque ao Capitólio e afirmou que a conclusão da entidade sobre o ocorrido em 6 de janeiro de 2021 é uma "fraude total".

O comitê concluiu nesta quinta-feira (16) que Trump pressionou o seu vice-presidente, Mike Pence, a bloquear a ratificação da vitória eleitoral do democrata Joe Biden em 2020 mesmo sabendo que o seu plano era "ilegal".

"Cada membro é um esquerdista radical que nos odeia. Estão tecendo uma falsa narrativa e uma tentativa arrepiante de perseguir os seus opositores políticos", disse o ex-presidente republicano durante um comício em Nashville, no Tennessee.

Trump afirmou que a investigação do comitê se baseia em vídeos "manipulados" e declarações "retiradas do contexto" e visa prejudicar a imagem dos republicanos antes das eleições de meio de mandato de novembro.

"Tudo o que dizem é uma mentira completa e uma fraude total", insistiu o magnata.

Os vídeos exibidos na audiência contaram com várias testemunhas interrogadas no passado pelo comitê, incluindo a filha e ex-assessora Ivanka Trump, que declararam que o então presidente ligou para Pence, que presidiria a sessão do Congresso para ratificar a vitória de Biden, para pressioná-lo.

Trump, que nesta sexta-feira repetiu a sua falsa acusação de fraude eleitoral de 2020, disse que não pediu a Pence para "decidir" o resultado das eleições, mas para enviar os resultados para os congressos estaduais para análise.

"Mike Pence teve a oportunidade de ser grande. Ele teve a oportunidade de fazer algo histórico. Mas, tal como Will Barr e outras pessoas fracas, ele não teve coragem de agir", disse Trump, que tem estado em desacordo com o ex-vice-presidente desde então.

Naquele dia, uma multidão de apoiadores de Trump invadiu o Congresso para interromper a sessão, um ataque no qual cinco pessoas morreram e cerca de 140 agentes foram agredidos.

Pouco antes, Trump fez um discurso inflamado perto da Casa Branca, onde encorajou os apoiadores a ir ao Capitólio em meio às suas acusações infundadas de que os democratas tinham cometido fraude eleitoral.

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