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Trump diz ao Conselho da Paz que foram arrecadados US$7 bi para Gaza

Uma Força Internacional de Estabilização será criada para ajudar na manutenção da paz na região

Internacional|Da Reuters

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Trump anuncia que foram arrecadados US$7 bilhões para a reconstrução de Gaza, com a condição do desarmamento do Hamas.
  • Os Estados Unidos prometem contribuir com US$10 bilhões e 47 nações participaram da arrecadação inicial.
  • Um plano de Força Internacional de Estabilização está sendo proposto, com países como a Indonésia enviando soldados.
  • Trump espera que o grupo terrorista Hamas desarme pacificamente, enquanto a questão do controle sobre Gaza e a participação da ONU geram preocupações.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Trump durante a primeira reunião do Conselho da Paz em Washington
Segundo Trump, a competência do conselho se expandirá para lidar com outros conflitos Kevin Lamarque/Reuters - 19.02.2026

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse na primeira reunião do seu Conselho da Paz, nesta quinta-feira (19), que as nações contribuíram com US$ 7 bilhões (R$ 36 bilhões, na cotação atual) para um fundo de reconstrução de Gaza que visa reconstruir o enclave assim que o grupo terrorista Hamas se desarmar, um objetivo que está longe de se tornar realidade.

O desarmamento dos militantes terroristas do Hamas e a retirada das tropas israelenses, o tamanho do fundo de reconstrução e o fluxo de ajuda humanitária para a população devastada pela guerra em Gaza estão entre as principais questões que provavelmente testarão a eficácia do conselho nos próximos meses.


Em uma série de anúncios no final de um longo e sinuoso discurso aos representantes de 47 nações, Trump disse que os Estados Unidos contribuirão com US$ 10 bilhões (R$ 52 bilhões) para o Conselho da Paz.

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Ele explicou que as nações contribuintes levantaram US$ 7 bilhões como pagamento inicial para a reconstrução de Gaza.


Entre os países contribuintes, estão Cazaquistão, Azerbaijão, Emirados Árabes Unidos, Marrocos, Barein, Catar, Arábia Saudita, Uzbequistão e Kuweit, disse ele.

Trump propôs o conselho em setembro, quando anunciou seu plano para acabar com a guerra de Israel em Gaza.


Mais tarde, ele deixou claro que a competência do conselho se expandiria além de Gaza para lidar com outros conflitos em todo o mundo.

Trump disse que a Fifa arrecadará US$ 75 milhões (cerca de R$ 391 milhões) para projetos relacionados ao futebol em Gaza e que a ONU (Organização das Nações Unidas) contribuirá com US$ 2 bilhões (cerca de R$ 10 bilhões) para assistência humanitária.


Trump disse que a Noruega sediaria um evento do Conselho da Paz, mas a Noruega esclareceu que não faria parte do conselho.

Trump diz que qualquer acordo com o Irã deve ser significativo

O Conselho da Paz inclui Israel, mas não representantes palestinos.

A sugestão de Trump de que o conselho poderia eventualmente abordar desafios além de Gaza gerou ansiedade de que isso poderia minar o papel da ONU como principal plataforma para a diplomacia global e a resolução de conflitos.

“Vamos fortalecer as Nações Unidas”, disse Trump, tentando acalmar seus críticos, mesmo que os Estados Unidos estejam em atraso nos pagamentos.

A reunião ocorreu no momento em que Trump ameaça entrar em guerra contra o Irã e iniciou um grande reforço militar na região, caso Teerã se recuse a abandonar seu programa nuclear.

Trump disse que em dez dias saberá se um acordo é possível. “Temos que chegar a um acordo significativo”, afirmou.

O presidente também afirmou que vários países planejam enviar milhares de soldados para participar de uma Força Internacional de Estabilização que ajudará a manter a paz em Gaza quando for finalmente implantada.

O presidente indonésio, Prabowo Subianto, anunciou que seu país contribuirá com até 8.000 soldados para a força “para fazer essa paz funcionar”.

O plano para a força é começar a trabalhar em áreas controladas por Israel na ausência do desarmamento do Hamas.

A força, liderada por um general norte-americano com um vice indonésio, começará na cidade de Rafah, controlada por Israel, e treinará uma nova força policial, com o objetivo final de preparar 12 mil policiais e ter 20 mil soldados.

Desarmamento dos terroristas do Hamas é questão fundamental

O grupo terrorista Hamas, temeroso de represálias israelenses, tem relutado em entregar armas como parte do plano de 20 pontos de Trump para Gaza, que trouxe um frágil cessar-fogo em outubro passado na guerra de dois anos em Gaza.

Trump disse que espera que não seja necessário usar a força para desarmar os terroristas. Ele afirmou que o Hamas prometeu desarmar-se e que “parece que eles vão fazer isso, mas teremos que descobrir”.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, falou em Israel que os terroristas do Hamas serão desarmados de uma forma ou de outra. “Muito em breve, o Hamas enfrentará um dilema: desarmar-se pacificamente ou ser desarmado à força”, disse ele.

Em Gaza, o porta-voz dos terroristas do Hamas, Hazem Qassem, declarou que qualquer força internacional deve “monitorar o cessar-fogo e impedir que a ocupação (israelense) continue sua agressão”.

O desarmamento poderia ser discutido, disse ele, sem se comprometer diretamente com isso.

O evento teve o clima de um comício da campanha de Trump, com música alta de sua eclética lista de reprodução, que incluía Elvis Presley e os Beach Boys. Os participantes receberam bonés vermelhos de Trump.

O grupo terrorista Hamas, que retomou a administração do enclave em ruínas, diz que está pronto para entregar o poder a um comitê de tecnocratas palestinos apoiado pelos EUA e liderado por Ali Shaath, mas que Israel não permitiu que o grupo entrasse em Gaza.

Israel ainda não se pronunciou sobre essas afirmações.

Nikolay Mladenov, um búlgaro com cargo sênior no Conselho de Paz, disse na reunião que 2.000 palestinos se inscreveram para ingressar em uma nova força policial palestina de transição.

“Temos que acertar isso. Não há plano B para Gaza. O plano B é voltar à guerra. Ninguém aqui quer isso”, disse o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.

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