Trump diz que execuções no Irã acabaram, mas evitar falar de ação militar contra o regime
Presidente dos EUA ameaçou tomar “medidas muito duras” caso manifestantes fossem enforcados
Internacional|Do R7, com Estadão Conteúdo e Reuters
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira (14) que as mortes no Irã resultantes da repressão do regime contra os protestos acabaram, mas evitou falar diretamente se ainda há a possibilidade de uma ação militar contra o país persa.
“As mortes pararam. As execuções pararam - não haverá execuções” disse Trump em pronunciamento após assinar duas ordens executivas, em aparente redução no tom contra Teerã.
Ontem, Trump afirmou que tomaria “medidas muito duras” - sem detalhar quais - se o Irã começasse a enforcar manifestantes que protestam contra o regime dos aiatolás. Teerã acusou o líder norte-americano de criar um “pretexto” para uma intervenção militar.
Ainda assim, o chefe do judiciário do Irã, Gholamhossein Mohseni-Ejei, sinalizou na manhã desta quarta que haverá julgamentos rápidos e execuções para aqueles detidos em protestos nacionais, apesar do aviso de Trump.
G7 prepara novas restrições
Os ministros das Relações Exteriores de países do G7 disseram nesta quarta-feira (14) estar preparados para impor medidas restritivas adicionais ao Irã caso o país continue a reprimir os protestos e a dissidência, violando obrigações internacionais de direitos humanos.
“Estamos profundamente alarmados com o alto nível de mortes e ferimentos relatados”, disse o G7 em comunicado.
“Condenamos o uso deliberado da violência e o assassinato de manifestantes, a detenção arbitrária e as táticas de intimidação por parte das forças de segurança contra os manifestantes”, acrescentou.
Os ministros pediram às autoridades iranianas que exerçam total moderação, que se abstenham do uso da violência e que defendam os direitos humanos e as liberdades fundamentais dos cidadãos iranianos.
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