Internacional Trump e Biden cortejam eleitores à medida que campanha ganha tração

Trump e Biden cortejam eleitores à medida que campanha ganha tração

Cerca de 27,7 milhões de norte-americanos já votaram por correio ou pessoalmente, de acordo com o Projeto Eleições na Universidade da Flórida

Reuters
Trump e Biden cortejam eleitores à medida que campanha eleitoral ganha tração

Trump e Biden cortejam eleitores à medida que campanha eleitoral ganha tração

Fotos: EFE-EPA / Montagem: R7

O presidente Donald Trump e o desafiante democrata Joe Biden estavam cortejando eleitores neste domingo nos concorridos Estados de Nevada e Carolina do Norte, em meio à aproximação do debate presidencial final no final desta semana.

Cerca de 27,7 milhões de norte-americanos já votaram por correio ou pessoalmente antes da eleição de 3 de novembro, de acordo com o Projeto Eleições dos EUA na Universidade da Flórida. O número recorde se deve em parte a preocupações com as multidões nos locais de votação no dia da eleição em meio à pandemia do coronavírus.

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O republicano Trump passava seu domingo em Nevada, Estado que ele espera tirar dos democratas depois de perder nele por pouco em 2016.

O presidente --que raramente vai à igreja, mas continua popular entre os cristãos evangélicos por sua oposição ao aborto e por nomear juízes conservadores-- começou seu dia participando de um culto na Igreja Internacional de Las Vegas.

Trump, que recentemente enfrentou sua própria luta contra a Covid-19, não usou máscara no evento.

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Uma das pastoras da igreja, Denise Goulet, disse a Trump do palco que Deus havia dito a ela que ele venceria as eleições de 2020. Trump colocou um punhado de notas de 20 dólares em um coletor de ofertas e abaixou a cabeça durante uma oração.

Biden voou para a Carolina do Norte, um campo de batalha onde 1,4 milhão, ou 20%, dos eleitores registrados no Estado já haviam votado na manhã deste domingo.

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A campanha do ex-vice-presidente disse que incentivaria os residentes a se planejarem para votar o mais cedo possível em um evento em Durham e também detalharia suas propostas para reduzir a desigualdade econômica entre os afro-americanos.

Sua escolha para vice-presidente, a senadora Kamala Harris, cancelou eventos pessoais no fim de semana como precaução depois que um assessor testou positivo para a Covid-19. Ela voltará à campanha na segunda-feira com uma visita à Flórida para marcar o primeiro dia de votação presencial naquele Estado.

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Trump fará campanha todos os dias até o debate de quinta-feira na Flórida, incluindo paradas no Arizona e na Carolina do Norte, disse o porta-voz da campanha, Tim Murtaugh.

Enquanto Trump está atrás nas pesquisas nacionais de opinião e em muitos Estados de batalha, a chefe da campanha de Biden, Jen O'Malley Dillon, disse no fim de semana que os números nacionais são enganosos porque os Estados em que a vitória é dada como certa estão concorridos.

"Não podemos nos tornar complacentes porque a verdade lancinante é que Donald Trump ainda pode vencer esta corrida, e cada indicação que temos mostra que isso vai cair por terra", escreveu ela em um memorando aos doadores.

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As eleições presidenciais dos EUA são determinadas por votos eleitorais, atribuídos aos Estados e territórios do país com base principalmente em suas populações, em vez de uma contagem do voto popular em todo o país.

Trump fez campanha no sábado em Michigan e Wisconsin, dois Estados de batalha em que ele venceu por pouco nas eleições de 2016.

Em Muskegeon, Michigan, ele atacou a governadora de Michigan, Gretchen Whitmer, uma democrata, por impor restrições para retardar a propagação do coronavírus e fez pouco caso de um complô de direita descoberto pelo FBI para sequestrá-la.

"Espero que vocês a mandem embora logo", disse Trump, fazendo a multidão gritar de volta "Prendam-na!" várias vezes.

Whitmer disse no "Meet the Press" de domingo na NBC que a retórica do presidente era "incrivelmente perturbadora" e "perigosa" para ela e sua família, bem como para outros políticos em sua mira.

As pesquisas de opinião mostraram um alto nível de preocupação entre os eleitores sobre a pandemia do coronavírus, que matou mais de 219 mil pessoas nos Estados Unidos e afetou a economia.

Embora o vírus seja mais letal para pessoas mais velhas, a pandemia também está motivando eleitores jovens, de acordo com uma pesquisa Reuters/Ipsos realizada entre 29 de setembro e 13 de outubro. Entre os prováveis ​​eleitores com 34 anos ou menos, 25% nomearam a Covid-19 como sua principal preocupação ao escolher um presidente, enquanto empregos e a economia foram citados por 20%.

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