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Trump está sozinho e não vai conseguir levar a Groenlândia, analisa especialista

Em novo capítulo do avanço sobre a ilha dinamarquesa, presidente americano vazou mensagem de Emmanuel Macron

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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O presidente francês, Emmanuel Macron, propôs a realização de uma cúpula do G7 na quinta-feira (22), em Paris, segundo mensagem divulgada por Donald Trump em uma rede social nesta terça-feira (20). “Meu amigo, estamos totalmente alinhados em relação à Síria e podemos fazer grandes coisas no Irã. Não entendo o que você está fazendo na Groenlândia”, dizia a mensagem de texto.

Na sequência, Macron sugeriu a realização de uma cúpula do grupo com a possibilidade de convidar ucranianos, dinamarqueses, sírios e russos para discussões paralelas à reunião. As mensagens não foram bem vistas pelo presidente americano, que as considerou como uma ofensa por parte de seu par francês.


Macron entrou em contato com Trump para um possível encontro do G7 Reprodução/Record News

As ameaças de ofensivas contra o território dinamarquês, comercial ou militarmente, não estão saindo como Trump planejava, analisa Igor Lucena, economista e doutor em relações internacionais. Ele explica que atualmente o presidente americano se encontra isolado no cenário internacional, sem o apoio de líderes amigáveis a ele, como Giorgia Meloni, da Itália, e Nigel Farage, líder do novo partido inglês de extrema-direita.

Além do cenário internacional, Lucena também vê que o líder estadunidense não possui apoio interno, já que de 70% a 90% da população americana não apoia gastos militares para tomar a Groenlândia. Com uma opinião pública contrária, Trump deve repensar as atitudes, principalmente no ano em que o país passa por eleições de meio de mandato, que podem ser definitivas para a manutenção do poder do republicano.


“Pode causar problemas no mercado financeiro, pode causar uma crise econômica de curto prazo, mas não acredito que o presidente Trump vai conseguir levar a Groenlândia, nem comercialmente, agora ficou totalmente inviável, nem mesmo pelos seus militares. Acho que seria uma destruição, seria uma explosão na sua própria base eleitoral para uma eleição ainda neste ano”, comenta em entrevista ao Conexão Record News desta terça-feira.

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