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Trump ‘estava blefando’ sobre invadir a Groenlândia, diz especialista; entenda o porquê

Professor analisa ainda possibilidade de derrota dos republicanos nas eleições de meio de mandato

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Trump afirmou que não usará força militar para tomar a Groenlândia, gerando desconforto nos EUA onde a maioria é contra essa ideia.
  • O apoio legislativo para uma ação desse tipo é incerto e poderia levar a um impeachment do presidente.
  • A popularidade de Trump está em baixa, o que pode impactar as eleições de meio de mandato em novembro, favorecendo os democratas.
  • Questões econômicas, como o alto custo de vida, são vistas como fatores decisivos para a ruína da base republicana nas eleições.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O Fórum Econômico Mundial, que ocorre em Davos, Suíça, reúne mais de 3.000 delegados de 130 países. Nesta quarta (21), a atenção de todos ficou voltada a somente um deles. Durante o longo discurso do presidente norte-americano Donald Trump, ele elogiou a economia dos Estados Unidos e a própria gestão. Fora isso, afirmou que o país é o motor econômico do planeta. Depois, ele comemorou os planos preparados para a Venezuela e abordou a crise com a Groenlândia, onde disse que a Dinamarca é muito fraca para proteger a ilha. Trump afirmou, entretanto, que não pretende usar força para conquistar o território.

O líder também abordou as negociações de paz entre Ucrânia e Rússia e questões internas, como o preço dos imóveis e a substituição do presidente do Federal Reserve. Para compreender melhor as ramificações das falas de Trump, o Conexão Record News entrevistou nesta quarta Vitelio Brustolim, pesquisador de Harvard e professor de relações internacionais da UFF (Universidade Federal Fluminense).


A popularidade de líderes como Zohran Mamdani ameaça os resultados dos republicanos nas eleições de novembro Reprodução/Record News

Na opinião dele, o destaque do discurso foi o presidente afirmar que não tomará a Groenlândia por meio de ações militares. “Até então, sempre que era questionado sobre isso, ele desconversava. Isso gerou um desconforto nos Estados Unidos, porque quase 80% da população dos Estados Unidos é contra o uso da força para anexar ou ocupar a Groenlândia”. Fora isso, Brustolin menciona que vários cidadãos acham que a tomada do território seria uma perda de tempo, uma vez que os EUA já possuem bases por lá. Quanto à opinião da população da Groenlândia, 85% é contra se integrar aos EUA.

Segundo a análise do professor, o líder nem teria o apoio do Congresso para prosseguir com tal ação, uma vez que eles são responsáveis por autorizar as verbas de operações militares. Fora isso, Trump poderia até sofrer um impeachment, já que senadores do mesmo partido que ele se mostraram a favor de retirá-lo caso ele invada a ilha.


“Mesmo que o Trump ordenasse uma invasão militar à Groenlândia, não teria fundos para financiar essa operação. Então, na verdade, ele estava blefando e, claramente, toda a coerção dos Estados Unidos sobre a Europa ficou na esfera comercial, o que ainda é um problema”, argumenta.

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Brustolin afirma ainda que apesar das aparências levantadas pelo presidente, a popularidade dele segue em baixa. Esse fator pode ser decisivo para uma vitória dos democratas, partido opositor, nas eleições de meio de mandato que ocorrem em novembro. “Trump completou um ano de mandato ontem, parte desses discursos são uma espécie de prestação de contas. [...] A avaliação dele é muito baixa, ela vai de 39% a 42%, dependendo do momento das pesquisas”. O especialista crê que o principal ponto das novas eleições será o custo de vida ou “affordability”.


“As tarifas não ajudam no custo de vida, porque, ao contrário do que Trump afirma, que quem paga as tarifas são os países que exportam para os Estados Unidos, a conta recai sobre o consumidor, e o custo de vida está muito elevado nos Estados Unidos”. Fora isso, outro indício que prevê a derrota dos republicanos nas urnas é a perda de diversos “estados-chave” ao longo de 2025 que antes eram governados pelo partido.

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