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Trump falou sobre como seria fazer sexo com a própria filha, diz livro

Ex-presidente fez comentários sobre os 'seios' e a 'bunda' de Ivanka, segundo obra que será publicada em 18 de julho

Internacional|Do R7

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Donald Trump sobe ao palco após ser apresentado durante o almoço lilás da Federação de Mulheres Republicanas de New Hampshire, na terça-feira (27)
Donald Trump sobe ao palco após ser apresentado durante o almoço lilás da Federação de Mulheres Republicanas de New Hampshire, na terça-feira (27)

O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump fez comentários sexistas sobre a aparência de sua filha Ivanka e falou sobre "como seria fazer sexo com ela", segundo o livro Blowback: A Warning to Save Democracy from the Next Trump, que tem data de publicação prevista para 18 de julho. A obra foi escrita por Miles Taylor, ex-funcionário do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos, que trabalhou no governo de Trump e já escreveu um outro livro sobre o ex-presidente.

Trechos do livro foram divulgados nesta quarta-feira (28) pela revista Newsweek. Nele, Taylor descreve o "flagrante sexismo" de Trump em relação às mulheres no seu governo, desde assessores de baixo escalão a secretárias de gabinete.


Taylor, que trabalhou sob as ordens da secretária de Segurança Nacional Kirstjen Nielsen, é conhecido por ser o autor anônimo de uma coluna publicada em setembro de 2018 pelo jornal The New York Times. Nesse texto, ele revelou um suposto esforço interno de "resistência" contra Trump por parte de um grupo de funcionários determinados a "frustrar parte de suas iniciativas e suas piores inclinações".

Como Taylor escreve no livro, a pior parte do comportamento de Trump foram seus comentários obscenos sobre sua própria filha.


"Assessores disseram que ele estava falando sobre os seios de Ivanka Trump, sua bunda e como seria fazer sexo com ela, comentários que levaram John Kelly a lembrar ao presidente que Ivanka era sua filha", explica Taylor.

Kelly, que foi chefe de gabinete da Casa Branca de 2017 a 2019, contou mais tarde essa mesma história a Taylor "com visível nojo", acrescentando que Trump era "um homem muito, muito malvado".


O ex-funcionário lembra que em seus encontros com o então presidente e Kirstjen Nielsen, Trump chamou sua secretária de Segurança Nacional de "querida" e "doçura" e "criticava sua maquiagem e roupas".

Após um desses comentários rudes, Taylor diz que Nielsen sussurrou para ele: "Acredite em mim, este não é um local de trabalho saudável para as mulheres".


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Outra das mulheres que sofreu com o sexismo de Trump foi Sarah Huckabee Sanders, atual governadora do Arkansas e na época porta-voz da Casa Branca. Durante uma reunião no Salão Oval, Trump pensou tê-la visto na sala adjacente, mas acabou por ser uma de suas assistentes pessoais.

"Oops", disse Trump, de acordo com Taylor. "Eu ia dizer: 'Sarah, você perdeu muito peso!"

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Taylor acredita que Trump não mudou e teme que um segundo mandato do ex-presidente possa ser muito pior, que é o favorito nas pesquisas para vencer a indicação republicana para as eleições presidenciais de 2024.

Em declarações à Newsweek, Taylor chamou Trump de "pervertido" que "normalizou comentários depreciativos em relação às mulheres". O ex-funcionário diz ser "incrível" que ele possa ser eleito presidente novamente.

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