Trump não tem todos os elementos para convencer Putin a parar a guerra, afirma especialista
Professor Fabio Andrade analisa encontro trilateral entre Rússia, Ucrânia e Estados Unidos
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Estados Unidos, Rússia e Ucrânia realizam, entre esta sexta (23) e sábado (24), uma reunião para discutir a situação da região de Donbas e tentar avançar rumo a um acordo de paz. Em entrevista ao programa Hora News, Fabio Andrade, professor de relações internacionais da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), afirma que o poder do presidente norte-americano Donald Trump para convencer o líder russo Vladimir Putin a parar a guerra tem suas limitações.
Um dos elementos que Trump teria na mesa de negociações seria a interrupção das sanções impostas à economia russa. Porém, Andrade aponta um dado importante: boa parte dessas sanções parte do capital privado.
“Elas [as sanções] incomodam, sobretudo a dificuldade de negociação com a Rússia via Swift, que é o sistema financeiro de informações, isso causa um prejuízo significativo à Rússia [...]. Mas tem um porém, a maior parte das sanções aplicadas à Rússia passaram pelo governo norte-americano, mas no fim do dia elas dependem de empresas privadas”, pontua.
“O poder que Donald Trump tem, efetivo, para barrar todas as sanções é bastante limitado”, completa.
Em relação às terras raras ucranianas que poderiam ser cedidas a Moscou em um eventual acordo de paz, ele diz que a Rússia está atrás do domínio desses insumos, mas os EUA também estão. Fabio explica que esse, inclusive, é parte do motivo do interesse norte-americano na Groenlândia, que é um campo fértil de minérios raros.
O especialista também lembra do que ele chama de “dimensão simbólica” da guerra. “O desejo [de Putin] é de reconstituir a Grande Rússia, a Grande Alma Russa, que vai efetivamente dos países do Leste Europeu até a Mongólia, China e que chega no mar que faz divisa com o Japão”, esclarece. Ou seja, como existe uma motivação “de honra” para o avanço sobre a Ucrânia, e economia em geral teria um poder limitado para mudar o destino da guerra.
“O Trump é um ator que tem elementos importantes numa negociação, capazes de fazer os envolvidos pensarem, mas nesse caso em específico, muitos dos elementos que ele está colocando para a negociação não estão totalmente sob controle dele. E isso limita significativamente a possibilidade de costuras de acordos efetivos de paz”, conclui o professor.
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