Trump quer comprar a Groenlândia em vez de invadi-la, diz secretário de Estado dos EUA
Presidente norte-americano já demonstrava interesse pela região desde seu primeiro mandato
Internacional|Bruna Pauxis, do R7, em Brasília

O governo dos Estados Unidos intensificou as movimentações diplomáticas e estratégicas para a aquisição da Groenlândia. De acordo com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, o presidente norte-americano, Donald Trump, quer comprar o território em vez de invadi-lo e, inclusive, já solicitou planos aos seus assessores para conquistar seu objetivo.
A informação foi dada pelo secretário ao jornal americano The New York Times. Em uma reunião, na última segunda-feira (5), Rubio contou ter detalhado as intenções do governo durante um briefing com as comissões de serviços armados e política externa.
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Embora o foco inicial do diálogo fosse a crise na Venezuela, a questão da Groenlândia também foi uma pauta. Na ocasião, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, reafirmou a postura do governo.
“A aquisição da Groenlândia é uma prioridade de segurança nacional. Utilizar os militares é sempre uma opção à disposição do comandante-em-chefe”, afirmou Leavitt.
Após a declaração e diante do interesse norte-americano na ilha, a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, e líderes de seis nações da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) rejeitaram qualquer tentativa de transferência de soberania da região para os EUA.
“A Groenlândia pertence ao seu povo. Cabe à Dinamarca e à Groenlândia, e somente a elas, decidir sobre seus assuntos”, afirmou a organização em seu comunicado.
Por que Trump quer a Groenlândia?
Trump demonstra interesse na Groenlândia desde seu primeiro mandato, por diversos motivos. Um deles é a riqueza da região em minerais críticos essenciais para a indústria tecnológica e armamentista e sua posição estratégica no Ártico.
Com o avanço das mudanças climáticas e consequentemente o derretimento das geleiras, tem sido traçadas rotas marítimas na ilha, que permitem um tráfego comercial e militar relevante entre o Atlântico e o Polo Norte.
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