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Tubos de metal são aposta para evitar um novo Titanic; entenda

Tecnologia desenvolvida é semelhante ao que é feito por aranhas-mergulhadoras, afirmam cientistas

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Pesquisadores da Universidade de Rochester desenvolveram tubos de metal inafundáveis que podem evitar tragédias marítimas.
  • A nova tecnologia permite que tubos flutuem mesmo após danos severos, como colisões.
  • A superfície dos tubos é tratada para repelir água, mantendo uma bolha de ar que garante flutuação.
  • Os tubos podem ser usados em diversas aplicações, como jangadas para gerar eletricidade a partir de ondas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7


Pesquisadores da Universidade de Rochester vêm testando dispositivos flutuantes super-hidrofóbicos desde 2019. Reprodução/Universidade de Rochester/J. Adam Fenster

Pesquisadores da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, desenvolveram um processo que torna tubos de metal comum inafundáveis. A descoberta abre caminho para que tragédias como a do Titanic, em 1914, não ocorram mais.

Segundo os cientistas, a nova tecnologia possibilita que tubos de metal permaneçam flutuando independentemente do tempo em que forem submersos ou da gravidade dos danos sofridos (como uma colisão com um iceberg, por exemplo).


No interior dos tubos de alumínio, os pesquisadores criam micro e nanoporos que fazem a superfície repelir a água, mantendo-a seca.

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Quando o tubo tratado entra em contato com a água, a superfície super-hidrofóbica aprisiona uma bolha de ar em seu interior, impedindo que ele fique encharcado e afunde.


O mecanismo, apontam os cientistas, é semelhante ao utilizado por aranhas-mergulhadoras para manter a flutuabilidade debaixo d’água ou por formigas-de-fogo que formam jangadas flutuantes com seus corpos hidrofóbicos.

“É importante destacar que adicionamos uma divisória no meio do tubo para que, mesmo se você o empurrar verticalmente na água, a bolha de ar permaneça presa dentro dele e o tubo mantenha sua capacidade de flutuar”, afirma em comunicado Chunlei Guo, professor de óptica e física da Universidade de Rochester e um dos desenvolvedores do projeto.


Guo e seu laboratório já vêm testando dispositivos flutuantes super-hidrofóbicos desde 2019. Na ocasião, eles apresentaram dois discos selados para criar sua flutuabilidade.

O design atual do tubo, no entanto, simplifica e aprimora a tecnologia. “Testamos os tubos em ambientes extremamente hostis durante semanas seguidas e não constatamos nenhuma degradação em sua flutuabilidade”, diz Guo.

“Você pode fazer grandes furos neles, e mostramos que mesmo se danificar severamente os tubos com quantos furos você conseguir fazer, eles ainda flutuam”, completa.

Aplicação em jangadas

Os tubos desenvolvidos também poderão ter outras aplicações. Em uma delas, poderão ser interligados para criar jangadas que podem servir de base para navios, boias e plataformas flutuantes.

Durante os experimentos, os pesquisadores testaram o projeto usando tubos de comprimentos variados, chegando a quase meio metro.

De acordo com Guo, a tecnologia poderia ser facilmente adaptada para os tamanhos maiores necessários para dispositivos flutuantes que suportam carga.

No processo da pesquisa, os cientistas ainda demonstraram como jangadas feitas de tubos hidrofóbicos podem ser usadas para captar ondas de água e gerar eletricidade, oferecendo uma aplicação promissora em energia renovável.

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