Tunísia reforça segurança após atentado deixar 39 mortos
Primeiro-ministro informou que reservistas poderão ser designados para rondas em hotéis
Internacional|Da Ansa

O primeiro-ministro da Tunísia, Habib Essid, anunciou neste sábado (27) mudanças no esquema de segurança do país, após um atentado terrorista matar 39 pessoas ontem, em um hotel de luxo em Sousse.
O premier informou que militares reservistas poderão ser designados para rondas em hotéis e sítios arqueológicos. Cerca de 80 mesquitas também permanecerão fechadas nesta semana, que coincide com o mês sagrado do Ramadã.
O ataque foi realizado por um homem que abriu fogo contra banhistas em uma praia de Sousse. A polícia matou o atirador, que foi identificado como Seifeddine Rezgui. O grupo terrorista Estado Islâmico assumiu a autoria do atentado.
Também na sexta-feira, dois outros atentados foram cometidos por extremistas islâmicos na França e no Kuwait, em uma das sextas-feiras mais sangrentas dos últimos tempos.
Um homem-bomba, ligado ao EI, matou ao menos 24 pessoas e feriu 200 em uma mesquita no Kuwait. O país decretou um dia de luto nacional neste sábado.
Uma explosão em uma fábrica de químicos no sudoeste da França provocou uma morte e dois feridos. Um corpo foi encontrado decapitado perto de uma bandeira com inscrições árabes. A polícia está interrogando o suspeito de 35 anos, Yassin Sallhi.
Reações
Após os atentados que deixaram mais de 60 mortos em três países, a Itália e a Espanha elevaram os níveis de alerta antiterrorista.
"Não há nenhum país com risco zero, por isso decidimos elevar o nível de alerta", disse o ministro do Interior italiano, Angelino Alfano.













