Turista morre em hostel infestado de percevejos em Bali após suposto envenenamento
Hóspedes ainda relataram episódios de desmaio, vômitos e calafrios durante a madrugada
Internacional|Do R7
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A morte da turista chinesa Deqing Zhuoga em um hostel de baixo custo em Canggu, Bali, levantou suspeitas de envenenamento. A jovem de 25 anos desmaiou após vomitar repetidamente e foi encontrada sem vida em sua cama no Clandestino Hostel, onde se hospedava por nove dólares a diária, cerca de R$ 30. Pelo menos dez outros hóspedes foram hospitalizados com sintomas semelhantes.
Segundo relatos de viajantes, o surto começou após um jantar comunitário oferecido pelo hostel. Hóspedes relataram episódios de desmaio, vômitos e calafrios durante a madrugada. Zhuoga foi encontrada seminua, vestindo apenas uma camisa azul desabotoada.
A amiga, Leila Li, que dividia o quarto com ela, passou cinco dias na UTI e só soube do óbito depois de receber alta do hospital.
Li contou que a amiga ficou horas sem conseguir pedir ajuda. “Ela estava tão doente que não conseguia se mexer nem pedir ajuda, ficou deitada na cama vomitando por horas enquanto outros hóspedes se apressavam para ajudá-la.”
A turista relatou ainda que precisou procurar atendimento médico repetidas vezes. “Consegui pedir ajuda e fui levada a um centro médico três vezes, e então eles chamaram uma ambulância para mim.”
O caso envolve ainda denúncias de que o hostel teria ocultado problemas estruturais. Li afirma que seus exames indicaram “envenenamento por pesticidas e intoxicação alimentar”. Ela também relatou que viu um quarto vizinho fechado e em quarentena após uma dedetização contra percevejos na véspera das hospitalizações. Avaliações online mostram que hóspedes já haviam reclamado de percevejos meses antes do episódio.
A recepcionista Maria Gores foi uma das últimas pessoas a ver Zhuoga com vida. Preocupada com o estado da jovem, tentou levá-la a uma clínica próxima. O inspetor Ahmad, da polícia de Kuta, afirmou que o médico aplicou apenas primeiros socorros. “O médico realizou os primeiros socorros, mas, devido à falta de verbas, prescreveu apenas medicamentos.”
A turista voltou ao hostel por volta de 1h30. Pela manhã, outra funcionária encontrou o corpo. “Ela bateu na porta. Depois de destrancá-la, encontrou a vítima deitada de bruços”, disse o inspetor.
A causa oficial da morte foi registrada como gastroenterite aguda e choque hipovolêmico, mas a origem exata do quadro não foi determinada. A polícia de Kuta confirmou que, diante do número elevado de hóspedes com sintomas idênticos, o hostel será alvo de investigação. O relatório policial também identificou outras vítimas, incluindo turistas alemãs, um saudita, uma filipina e outro cidadão chinês.
Alguns hóspedes alegam que o estabelecimento tentou minimizar a gravidade do caso. “Eles estão tentando encobrir isso e eu só quero alertar as pessoas para que isso não aconteça com mais ninguém”, disse Li. Uma avaliação publicada em outubro também questiona a conduta da equipe. “Este lugar precisa ser fechado. Uma mulher literalmente morreu… como é que este lugar ainda existe?”
O Clandestino afirmou estar colaborando com as autoridades. “Nossos pensamentos estão com todos os afetados e estamos fazendo tudo o que podemos para apoiar o processo.” O porta-voz acrescentou que a investigação está em andamento.
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