Internacional Turquia estuda proposta do Talibã para assumir o aeroporto de Cabul

Turquia estuda proposta do Talibã para assumir o aeroporto de Cabul

Grupo extremista ficaria responsável por supervisionar a segurança no local e governo turco ficaria com a logística

AFP
Turquia pode assumir a administração do aeroporto de Cabul se entrar em acordo com o Talibã

Turquia pode assumir a administração do aeroporto de Cabul se entrar em acordo com o Talibã

TURKISH DEFENCE MINISTRY / AFP

A Turquia iniciou conversas com os talibãs em Cabul e estuda a proposta do grupo de assumir a gestão do aeroporto da capital, após a retirada das tropas americanas em 31 de agosto - anunciou o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, nesta sexta-feira (27). 

O presidente turco explicou que as negociações estão sendo realizadas em uma zona militar do aeroporto de Cabul, onde a embaixada turca está temporariamente instalada. 

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"Tivemos nossa primeira conversa com o Talibã, que durou três horas e meia", disse Erdogan à imprensa. 

"Se for necessário, teremos oportunidade de voltar a conversar", acrescentou. 

Em resposta às críticas internas sobre a aproximação do governo de Ancara com os insurgentes talibãs, Erdogan disse que seu país "não pode se dar ao luxo" de ficar sentado de braços cruzados em uma região tão volátil. 

"Não se pode saber que expectativas eles têm, ou quais são as nossas, se não houver diálogo. O que é diplomacia, meu amigo? Diplomacia é isso", afirmou Erdogan. 

A Turquia havia planejado cooperar nos esforços para administrar e garantir a segurança no aeroporto de Cabul, embora tenha começado a retirar suas tropas do Afeganistão na quarta-feira, um aparente sinal de que o governo turco estava abandonando esse objetivo. 

De acordo com Erdogan, os talibãs agora querem supervisionar a segurança no aeroporto e ofereceram a Ancara a possibilidade de se encarregar da logística.

"Eles (os talibãs) disseram: 'nós garantimos a segurança, vocês operam' (o aeroporto). Ainda não tomamos uma decisão sobre isso", explicou Erdogan. "Vamos tomá-la quando a calma voltar", completou.

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