Turquia ordena prisão de 140 por suposto elo com clérigo opositor
Polícia lançou operações simultâneas em 34 províncias de todo o país tendo como alvo 70 militares do Exército
Internacional|Do R7

Procuradores da Turquia ordenaram a detenção de 140 pessoas, incluindo oficiais do Exército na ativa, devido a seus supostos elos com um clérigo residente nos Estados Unidos acusado de orquestrar uma tentativa de golpe de Estado em 2016, informou a agência estatal de notícias Anadolu nesta sexta-feira (13).
A polícia lançou operações simultâneas em 34 províncias de todo o país tendo como alvo 70 militares do Exército na ativa, ações ligadas a um inquérito a cargo de procuradores estaduais da província central de Konya, disse a Anadolu.
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Segundo a agência, os suspeitos foram visados com base em declarações de soldados detidos anteriormente por conta de seus laços com o clérigo Fethullah Gulen e que se acredita terem sido responsáveis por abrigos de estudantes do movimento de Gulen.
Em outra investigação a cargo da procuradoria de Istambul, autoridades turcas capturaram 18 de 70 suspeitos procurados devido à sua ligação com a rede de Gulen nas forças navais, noticiou a Anadolu.
No mês passado o escritório de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) disse que as autoridades turcas detiveram 160 mil pessoas e demitiram quase o mesmo número de servidores públicos desde o golpe fracassado de julho de 2016, que Ancara atribuiu a Gulen. Ele nega qualquer envolvimento.
Entre os detidos, mais de 50 mil foram acusados formalmente e mantidos na prisão durante seus julgamentos.
Era a noite de 15 de julho de 2016 quando o Exército turco anunciou a queda do governo do presidente Recep Tayyip Erdogan. Neste sábado (15), a tentativa de golpe de Estado fracassado na Turquia completa um ano e várias pessoas foram às ruas de Istambu...
Era a noite de 15 de julho de 2016 quando o Exército turco anunciou a queda do governo do presidente Recep Tayyip Erdogan. Neste sábado (15), a tentativa de golpe de Estado fracassado na Turquia completa um ano e várias pessoas foram às ruas de Istambul se manifestar contra a intervenção















