Rússia x Ucrânia

Internacional Ucrânia acusa Rússia de matar sete civis, inclusive uma criança, durante retirada

Ucrânia acusa Rússia de matar sete civis, inclusive uma criança, durante retirada

Ucranianos estariam passando por um corredor verde no povoado de Peremoga, local no qual são proibidos confrontos militares

AFP
Mulheres e crianças deixam a Ucrânia para fugir da guerra

Mulheres e crianças deixam a Ucrânia para fugir da guerra

Louisa Gouliamaki/AFP - 9.3.2022

O serviço de inteligência militar da Ucrânia informou neste sábado (12) que tropas russas atiraram na sexta-feira (11) contra um grupo de civis enquanto eles eram retirados de um povoado perto de Kiev, matando sete pessoas, entre elas uma criança.

"Durante uma tentativa de evacuação do povoado de Peremoga [...], em um corredor 'verde' combinado, os ocupantes abriram fogo contra um grupo de civis, composto exclusivamente de mulheres e crianças. O resultado desse ato brutal foi sete mortos. Um deles é uma criança", informou fonte da inteligência ucraniana no Facebook.

Essas pessoas tentavam deixar o povoado de Peremoga para se unirem ao de Gostroluchchia, 70 km a leste de Kiev. "Depois do tiroteio, os ocupantes obrigaram o restante da comuna a voltar para o povoado de Peremoga e não deixaram o grupo sair", disse.

"Agora é quase impossível estabelecer contato com eles e dar-lhes ajuda humanitária e médica", prosseguiu.

As forças russas não param de sitiar Kiev. Também continuam bombardeando outras cidades ucranianas, afetando, em particular, vários hospitais em Mikolaiv e na estratégica cidade portuária de Mariupol, já devastada após quase duas semanas de cerco.

Na quarta-feira (9), um hospital pediátrico e uma maternidade foram atacados nessa cidade do sudeste do país, causando a morte de três pessoas e vários feridos.

Os ataques a civis levaram o Ocidente a acusar a Rússia de cometer "crimes de guerra".

O presidente russo Vladimir Putin culpou, neste sábado, as forças ucranianas de "violações flagrantes" do direito humanitário durante um telefonema com o presidente francês Emmanuel Macron e o chanceler alemão Olaf Scholz.

As acusações foram qualificadas de "mentiras" pela Presidência francesa.

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