Internacional Ucrânia relata radiação mais alta, mas 'não crítica', em Chernobyl

Ucrânia relata radiação mais alta, mas 'não crítica', em Chernobyl

Segundo autoridades, grande movimento de tropas e maquinários militares pode levantar poeira radioativa no ar

  • Internacional | Do R7, com informações da Reuters

Usina ucraniana ficou conhecida após desastre nuclear na década de 1980

Usina ucraniana ficou conhecida após desastre nuclear na década de 1980

Ingrid Alfaya/R7

A agência nuclear da Ucrânia e o Ministério do Interior informaram nesta sexta-feira (25) sobre o registro de níveis crescentes de radiação do local da desativada usina de Chernobyl, após os russos assumirem o controle da planta nuclear próxima à cidade de Pripyat.

Especialistas da agência nuclear estatal não forneceram os níveis exatos de radiação, mas atribuíram a mudança ao movimento de equipamentos militares pesados na região, que levanta poeira radioativa no ar.

"A radiação começa a aumentar. Não é crítico para Kiev por enquanto, mas estamos monitorando", afirmou o Ministério do Interior.

O local ainda radioativo do desastre nuclear de 1986 fica a cerca de 100 km de Kiev, capital da Ucrânia. A vizinha Polônia, por sua vez, disse que não registrou nenhum aumento nos níveis de radiação em seu território.

Nesta quinta-feira (24), o conselheiro do gabinete presidencial ucraniano Mykhailo Podolyak não soube informar se a instalação, repleta de material radioativo, estava segura após confronto entre militares russos e ucranianos. O conselheiro também definiu a ação da Rússia como "completamente sem sentido".

"É impossível dizer que a usina nuclear de Chernobyl está segura após um ataque completamente sem sentido dos russos", afirmou Podolyak, segundo a agência internacional Reuters.

Também nesta quinta-feira, os EUA disseram que "informações confiáveis" davam conta da existência de funcionários reféns na usina de Chernobyl. "Esta tomada de reféns ilegal e perigosa pode acabar com os serviços civis de rotina necessários para manter e proteger as instalações de resíduos nucleares", explicou a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki.

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