Internacional UE mantém sanções contra 55 funcionários do governo Maduro

UE mantém sanções contra 55 funcionários do governo Maduro

Bloco econômico aplicou medidas pela primeira vez em 2017 e declara que ações não prejudicam a população da Venezuela

Membros do governo afirmam que sanções buscam desestabilizar eleições deste ano

Membros do governo afirmam que sanções buscam desestabilizar eleições deste ano

Manaure Quintero/Reuters - 22.1.2021

A União Europeia prorrogou as sanções impostas a 55 funcionários relacionados ao governo de Nicolás Maduro, presidente da Venezuela. As medidas foram impostas pela primeira vez em 2017 e terão validade por, pelo menos, mais um ano.

De acordo com o diário oficial da União Europeia, estas sanções não se aplicam a outros cidadãos venezuelanos e não prejudicam o país ou a população.

“Estas medidas não afetam a população no geral e podem ser revertidas à luz dos avanços na restauração da democracia, do Estado de Direito e do respeito pelos direitos humanos na Venezuela”, enfatizou a União Europeia, em trecho destacado pelo portal argentino Infobae.

A decisão do bloco econômico irritou o chanceler do país, Félix Plasencia, que condenou a decisão chamando a política europeia em relação à Venezuela de “errática e falida”.

“A União Europeia, a poucos dias das eleições de 21 de novembro, reincide em sua errática e falida política dirigida contra o povo venezuelano ao renovar, das sombras, algumas medidas coercitivas unilaterais contrárias ao direito internacional.”

No entendimento de Plasencia, a ação da UE é vista como “um ato de hostilidade” na tentativa de atrapalhar o pleito deste final de semana. “Condenamos energicamente esta nova agressão contra nosso povo”, ressaltou o chanceler.

As sanções da União Europeia atingem pessoas do alto escalão do Executivo venezuelano, como o ministro do Interior e Justiça, Remigio Ceballos, a vice-presidente Executiva, Delcy Rodríguez e o vice-presidente do PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela), Diosdado Cabello.

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