Discurso de Trump foi ‘preocupado, cauteloso e sem improvisos’, ressalta especialista
Discurso do Estado da União, realizado nesta terça (24), teve um tempo recorde e abordou diversos temas
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Em 1913, os Estados Unidos adotaram a tradição do discurso de Estado da União, em que o presidente faria um levantamento do cenário do país e discutiria as principais pautas e desafios do momento com o Congresso. Em toda a história do discurso, mesmo com a participação de mais de dez presidentes, ninguém teve uma fala tão longa quanto a de Donald Trump nesta terça-feira (24): 1 hora e 47 minutos.
Ao longo da apresentação, o presidente abordou diversos temas, como economia, política externa, imigração e as negociações com o Irã. Uma das declarações mais impactantes em todo o discurso foi logo a que o iniciou: “Esta é a Era de Ouro dos Estados Unidos”. Apesar da confiança, a doutoranda de ciência política da USP (Universidade de São Paulo) Giovana Branco avalia que Trump permaneceu preocupado e cauteloso ao longo do evento.
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“Esse é um dos primeiros discursos, durante a presidência do Trump, em que ele parece seguir o que foi escrito para ele e não improvisar, como é uma das suas características mais centrais”, analisou Giovana no Conexão Record News desta quarta-feira (25). Ela afirma que os temas levantados ao longo das quase duas horas de duração estão alinhados com assuntos relevantes ao governo.

Questões que podem ser essenciais nas Midterms, que definem os representantes da Câmara e do Senado. A economia norte-americana, por exemplo, seria uma delas: “Trump reforçou o próprio desempenho econômico como um sucesso, o que não é verdade. Tem-se acompanhado um alto índice de inflação. [...] Percebe-se pelas manifestações sociais o quanto a economia se mantém um assunto delicado”.
Ao ser questionada sobre a política externa dos EUA, Giovana apontou que os métodos nacionalistas da ideologia Maga (Make America Great Again) adentraram a diplomacia internacional norte-americana, que agora aumenta a influência e intervenção do país em diversas regiões. “Não à toa temos visto casos como o da Venezuela, o aumento das tensões em Cuba e, obviamente, o Irã”.
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