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‘Uma questão inédita’, diz especialista sobre pagamento dos EUA à população da Groenlândia

Autoridades americanas avaliam pagar milhares de dólares a cada cidadão para conseguir apoio à anexação da ilha

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O governo dos EUA avalia pagar entre 10 a 100 mil dólares a cada cidadão da Groenlândia para obter apoio à anexaçao da ilha.
  • A Groenlândia é atualmente possuída pela Dinamarca, que já afirmou que o território não está à venda.
  • Bruno Pasquarelli, especialista em ciência política, considera essa situação inédita na política moderna, motivada pelas terras raras da região e pela supremacia bélica dos EUA.
  • A concorrência por recursos e segurança na Europa é crescente, impulsionada por avanços militares, como os da Rússia na Ucrânia.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O governo norte-americano discute a possibilidade de pagar de 10 a 100 mil dólares para cada habitante da Groenlândia como uma tentativa de convencer a população a aprovar a anexação aos Estados Unidos. Na cotação atual, o valor varia de R$ 53,6 mil a 536 mil. Autoridades dinamarquesas, país que está em posse da ilha, já afirmaram diversas vezes que o território não está à venda. Os EUA ainda não descartam o uso das forças militares para tomar a posse do local.

O cenário é intrigante para Bruno Pasquarelli, doutor em ciência política e professor da UFCG (Universidade Federal de Campina Grande). Durante a entrevista realizada no Conexão Record News desta sexta (9), o especialista chamou a situação de inédita na política moderna e explicou que a motivação por trás da oferta está nas terras raras que se encontram dentro da Groenlândia. Fora isso, o domínio da região aumentaria a supremacia bélica dos Estados Unidos, mas, ao mesmo tempo, colocaria o país em confronto direto com a Europa.


“As lideranças europeias estão tentando, a todo momento, pensar em novas formas de defesa e novos acordos econômicos também, como o próprio Mercosul”. O doutor cita a Alemanha, que até então investia em torno de 1% do próprio PIB em investimentos militares. Atualmente, o país direciona entre 2,5 a 3%. A mudança foi motivada pelos avanços russos no território ucraniano e as ameaças que eles trazem ao leste europeu.

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