Internacional Unesco diz que 1 em cada 6 crianças no mundo está fora da sala de aula

Unesco diz que 1 em cada 6 crianças no mundo está fora da sala de aula

Relatório da entidade aponta que mais de 250 milhões de crianças e adolescentes entre 6 e 17 anos não estão na escola em todo o mundo

Unesco diz que 1 em cada 6 crianças no mundo está fora da sala de aula

Relatório aponta que uma a cada seis crianças está fora da escola no mundo

Relatório aponta que uma a cada seis crianças está fora da escola no mundo

Erik S. Lesser / EPA - EFE - 7.9.2019

Cerca de 258 milhões de crianças e adolescentes entre 6 e 17 anos em todo o mundo todo — o equivalente a uma em cada seis — estão fora da escola, um problema que se concentra nos países pobres, segundo dados de 2018 divulgados nesta sexta-feira pela Unesco.

Por mais de uma década, segundo a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, o avanço na escolaridade foi "mínimo ou zero", e "se medidas urgentes não forem tomadas, 12 milhões de crianças nunca estarão dentro de uma sala de aula".

Com esses dados, alertou a Unesco, será muito difícil alcançar uma educação inclusiva e de qualidade disponível para todos, um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) que a comunidade internacional estabeleceu que devem ser alcançados até 2030.

A diferença entre países ricos e pobres é evidente quando se observa que, enquanto nos primeiros 2% das crianças com idade do ensino fundamental (entre 6 e 11 anos) não estão na escola. Já no ensino médio, são 19%.

Essas diferenças são ainda maiores nos níveis mais altos: em comparação com 8% dos jovens de 15 a 17 anos que não estão no mundo desenvolvido, a proporção é de 61% nos países em desenvolvimento.

A diretora-geral da Unesco, Audrey Azoulay, observou que as meninas "continuam sendo vítimas dos maiores obstáculos", pois estima-se que haverá 9 milhões que sequer irão para o ensino fundamental, em comparação com 3 milhões de meninos.

Dessas 9 milhões de meninas fora da escola, 4 milhões vivem na África Subsaariana, onde a situação é "ainda mais preocupante", disse Azoulay, que classificou a educação de mulheres e meninas como a "maior prioridade" da entidade.

Estas estatísticas foram anunciadas uma semana antes da realização da Assembleia Geral das Nações Unidas, que deve analisar o progresso nos ODS e debater o financiamento necessário para implementá-los.