Veneza começa a respirar após pior inundação em mais de 50 anos
Escolas e museus reabriram suas portas, e os vaporetti, os principais transportes públicos da capital veneziana, estão funcionando novamente
Internacional|Da EFE

O pior já passou, e a cidade de Veneza começa a respirar e a voltar ao normal enquanto é feita a recontagem dos danos causados depois da pior inundação na região em mais de meio século.
Centro de Previsão da Câmara Municipal de Veneza previa um máximo de 105 centímetros de nível de água para esta segunda-feira, às 13h20 (local, 9h20).
São níveis muito distantes dos 187 centímetros da última quarta-feira e dos 150 centímetros registrados neste domingo e que inundaram 70% do centro urbano, e as previsões indicam que esses números permanecerão contidos nos próximos dias. O pico máximo será de 1 metro.
Leia também

Nível da água começa a baixar em Veneza após novo dia de inundações

Água do mar invade novamente Praça de São Marcos em Veneza

Veneza tem nova maré alta; Pisa e Florença estão em alerta

Veneza recupera gradualmente sua normalidade, mas atenta às marés

Veneza é atingida por nova cheia e nível da água chega a 1,6 m
Nesta segunda, as escolas e museus reabriram suas portas, e os vaporetti, os principais transportes públicos da capital veneziana, estão mais uma vez atravessando as águas da cidade. As autoridades, os comerciantes e os empresários continuam calculando o custo dos danos causados pelas inundações, e a prefeitura já os coloca em 1 bilhão de euros
A subida das águas, que também causou a morte de um homem por eletrocussão, levou o prefeito de Veneza, Luigi Brugnaro, a fechar ao público a emblemática Praça de São Marcos na última sexta-feira, um dia depois que o governo italiano declarou o estado de emergência da cidade para poder desbloquear fundos para reparos.
O executivo aprovou 20 milhões de euros para um primeiro socorro, com compensação de 5 mil euros para os moradores afetados e até 20 mil para os comerciantes. Além disso, Brugnaro anunciou ontem no Twitter que formulários para reivindicar compensação por danos estarão disponíveis em breve.
Depois de ter melhorado as previsões para esta semana, o prefeito declarou que a cidade se recuperará. "Os venezianos só se ajoelham para orar", disse.
No entanto, a prefeitura mantém o sistema de alerta de emergência e pede cautela a moradores e turistas. Após a autorização para reabertura da Praça de São Marcos, lojas e restaurantes estão trabalhando para reparar seus danos e fazer a limpeza para retomarem a atividade o mais rápido possível. No entanto, a restauração dos danos causados ao rico patrimônio cultural é prioridade, a começar pela Basílica de São Marcos, que foi parcialmente inundada.
Ao todo, 60 igrejas da cidade foram inundadas, e seus delicados mosaicos e calçadas foram infiltrados pelo sal marinho. Para evitar a corrosão rápida, a Superintendência do Patrimônio acredita que serão necessários 60 mil euros para cada templo.
O prefeito agradeceu o apoio recebido e, em uma entrevista ao canal de televisão público "RAI", propôs novamente à comunidade científica internacional, às Nações Unidas e à União Europeia irem a Veneza para estudar os efeitos da mudança climática, fenômeno ao qual ele atribui as inundações.
E entre as doações, foi anunciado nesta segunda que a embaixada italiana em Moscou angariou em menos de 24 horas 1 milhão de euros para apoiar os trabalhos de restauração.
Enchente em Veneza é só mais um dos problemas na cidade
Veneza foi atingida pela pior enchente nos últimos 50 anos nesta semana. A água chega a quase dois metros de altura e moradores e turistas precisam andar pelas ruas com proteção nas pernas. Porém, a inundação histórica passa longe de ser o único e últi...
Veneza foi atingida pela pior enchente nos últimos 50 anos nesta semana. A água chega a quase dois metros de altura e moradores e turistas precisam andar pelas ruas com proteção nas pernas. Porém, a inundação histórica passa longe de ser o único e último problema recente na cidade


















