Venezuela aprova convocar eleições antes de 30 de abril
Assembleia Constituinte, dominada por partido de Nicolás Maduro, definiu hoje prazo para eleição presidencial. Principais nomes da oposição estão fora
Internacional|Fábio Fleury, do R7, com agências

A Assembleia Constituinte da Venezuela, formada por membros do partido governista, aprovou nesta terça-feira (23) um decreto para convocar uma eleição presidencial antes de 30 de abril deste ano.
O projeto foi apresentado por Diosdado Cabello, número 2 do regime de Nicolás Maduro e foi aprovado por unanimidade. O texto prevê a realização da eleição ainda no primeiro quadrimestre de 2018 e é uma resposta às sanções que o país recebeu da União Europeia na semana passada.
"Se o mundo quer aplicar sanções, aplicaremos eleições", afirmou Cabello, em discurso na Assembleia Constituinte. Ele foi um dos funcionários do governo venezuelano sancionados pela UE com congelamento de ativos (proibição de usar bancos do continente) e proibição de entrar nos países do bloco.
O candidato, mais uma vez, deverá ser o presidente Nicolás Maduro, que tentará a reeleição. A Constituição da Venezuela previa a realização da eleição até o final deste ano, mas a antecipação deve favorecer o governante. As informações são do jornal argentino La Nación.
A oposição, por sua vez, vive um momento de incertezas, pois não sabe quem poderá indicar como candidato único, nem mesmo se haverá união entre os diversos partidos.
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Os dois principais líderes opositores não deverão disputar o pleito. Leopoldo López está em prisão domiciliar cumprindo uma pena de 14 anos por ter convocado protestos contra o governo em 2014 que terminaram com 43 mortes.
Já Henrique Capriles, que disputou as eleições em 2013 e perdeu para Maduro, foi declarado inelegível por 15 anos pela justiça venezuelana no ano passado. Governador do estado de Miranda, ele foi acusado de fazer contratações sem licitação, aceitando doações das empresas contratadas.













