Venezuela prende norte-americano acusado de incitar violência
O ministro do Interior, Miguel Rodríguez, disse que Timothy Hallet Tracy vinha tentando desestabilizar o país a serviço de uma agência de inteligência não identificada
Internacional|Do R7

A Venezuela prendeu um cidadão norte-americano acusado de financiar manifestações estudantis da oposição após a contestada eleição presidencial deste mês.
O ministro do Interior, Miguel Rodríguez, disse que Timothy Hallet Tracy vinha tentando desestabilizar o país a serviço de uma agência de inteligência não identificada dos Estados Unidos.
"Detectamos a presença de um norte-americano que começou a desenvolver estreitas relações com esses [estudantes]", disse Rodríguez em entrevista coletiva.
— Suas ações claramente mostram um treinamento como agente de inteligência, não resta dúvida. Ele sabe trabalhar em operações clandestinas.
Rodríguez disse que Tracy, de 35 anos, natural de Michigan, havia recebido financiamento de uma ONG estrangeira e redirecionado essas verbas para organizações estudantis. Seu objetivo final, afirmou, seria provocar uma "guerra civil".
A embaixada dos EUA não se manifestou.
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Desde a eleição de Nicolás Maduro como presidente, por uma margem inferior a 2 pontos percentuais sobre o rival Henrique Capriles, o governo tem lançado várias acusações, incluindo um complô para matar o novo presidente e uma suposta sabotagem à rede elétrica.
Adversários políticos veem nas acusações uma cortina de fumaça para distrair os venezuelanos de problemas como a criminalidade, os apagões e a inflação.
Capriles exigiu uma recontagem dos votos da eleição de 14 de abril, e no dia seguinte apoiadores seus queimaram pneus e apedrejaram policiais durante protestos.
O governo diz que nove pessoas morreram e que várias clínicas públicas foram atacadas. A oposição diz que o relato oficial dos incidentes é parte de uma campanha de difamação política.
As acusações desta quinta-feira ocorrem após Maduro nomear um novo encarregado interino da missão diplomática do seu país em Washington e enviar uma oferta de diálogo, depois de ter criticado a "interferência" norte-americana nos assuntos do seu país.
O secretário norte-americano de Estado, John Kerry, disse na semana passada que os Estados Unidos ainda não decidirem se irão reconhecer Maduro como presidente.
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