Venezuela ser o 51º estado dos EUA é ‘completamente irrealizável’, assegura professor
Vitória da Venezuela na Copa do Mundo de beisebol pode ter motivado Trump a cogitar nação como 51º estado
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Era noite de terça-feira (17) em Miami. O venezuelano Daniel Palencia sentia o peso do mundo nos próprios ombros durante a final contra os Estados Unidos no Clássico Mundial de Beisebol, uma Copa do Mundo do esporte. O momento era decisivo. Se o rebatedor lançasse a bola para longe, a equipe adversária poderia ganhar no último lance.
Palencia respirou, se reclinou para trás, lançou a bola a impressionantes 161 Km/h e viu o estádio inteiro comemorar o primeiro título da Venezuela no campeonato. A cena foi comovente e, pelo jeito, afetou até o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Após a vitória da equipe, ele afirmou que coisas muito boas estão acontecendo com o país ultimamente. Trump até sugeriu transformar a nação no 51º estado dos EUA.
A declaração de Trump, porém, não condiz muito com a realidade, segundo a análise do professor de política internacional da UERJ, Paulo Velasco: “Ele acaba muitas vezes se excedendo nas falas. Acho que talvez, em um tom de brincadeira, mas são falas que muitas vezes acabam criando um certo desconcerto. [...] Pensar a Venezuela como um 51º estado americano é algo completamente utópico e irrealizável”.
Ainda assim, Velasco enxerga que a operação que levou à captura de Nicolás Maduro assegurou um avanço no diálogo com o governo venezuelano e um domínio maior dos EUA sobre as reservas petrolíferas do país. Isso tem causado diversos prejuízos para Cuba, que atualmente enfrenta uma crise energética. O jogo de beisebol pode até ter acabado, mas os turnos no tabuleiro diplomático seguem firmes.
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