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Vice-presidente dos EUA chama eleição na Venezuela de 'farsa'

Mike Pence diz que reeleição de Nicolás Maduro para a presidência da Venezuela foi um 'golpe contra o povo da Venezuela' e promete sanções

Internacional|Fábio Fleury, do R7, com Reuters

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Pompeo (e) e Pence (d) defendem sanções a Maduro
Pompeo (e) e Pence (d) defendem sanções a Maduro

O vice-presidente dos EUA, Mike Pence, disse nesta segunda-feira (21) que a eleição presidencial da Venezuela, realizada no domingo e que reelegeu Nicolás Maduro, foi uma "farsa" e deu a entender que o governo norte-americano fará novas sanções contra o país.

Pence usou sua conta no Twitter para publicar uma declaração contra a votação venezuelana e dizer que a administração de Donald Trump terá ações "enérgicas' contra o governo Maduro.


"A eleição da Venezuela foi uma farsa. Os EUA estão contra a ditadura e ao lado do povo da Venezuela, pedindo por eleições livres e justas. O presidente já tomou ações enérgicas contra a Venezuela e vem mais por aí. Os EUA não vão ficar inertes enquanto a Venezuela desmorona", escreveu Pence.

Ataque em comunicado


Em um comunicado um pouco mais completo, divulgado depois, o vice-presidente dos EUA disse também que os milhares de venezuelanos que deixam o país todos os dias para fugir da crise econômica estão "votando com seus pés" contra o regime.

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"O resultado ilegítimo desse processo falso é mais um golpe contra a tradição democrática da Venezuela. Todos os dias, milhares de venezuelanos fogem da opressão brutal e da pobreza, estão literalmente votando com seus pés. Os EUA não vão ficar inertes enquanto a Venezuela desmorona e a miséria de seu bravo povo continua. O regime de Maduro deve permitir que a ajuda humanitária entre na Venezuela e permitir que seu povo seja ouvido", disse Pence.


Pompeo promete sanções

Por sua vez, o secretário de Estado, Mike Pompeo, divulgou outro comunicado, em que disse que os EUA "adotarão medidas econômicas e diplomáticas rápidas para apoiar a restauração de sua democracia", mas sem dar detalhes.

O Departamento de Estado já ameaçou impor sanções ao setor petrolífero da Venezuela, vital para a economia do país.

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