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Internacional Xangai pretende encerrar em junho quarentena para conter Covid-19 

Xangai pretende encerrar em junho quarentena para conter Covid-19 

Isolamento dura mais de seis semanas e prejudica economia chinesa; anúncio provocou desconfiança em parte da população

Reuters - Internacional

Resumindo a Notícia

  • Fim do lockdown está previsto para ocorrer em 1º de junho
  • Vice-prefeita diz que serviços da cidade reabrirão em etapas
  • População teme que economia do país possa encolher no segundo trimestre
  • Produção industrial e vendas no varejo caíram em abril no maior ritmo em mais de dois anos
Homem faz teste para Covid-19 em meio à onda de novos casos em Xangai

Homem faz teste para Covid-19 em meio à onda de novos casos em Xangai

Aly Song/Reuters - 12.05.2022

Xangai estabeleceu planos nesta segunda-feira (16) para o fim de um rígido lockdown da Covid-19 que já dura mais de seis semanas, prejudicando fortemente a economia da China, com um retorno a uma vida mais normal a partir de 1º de junho.

No cronograma mais claro até agora, a vice-prefeita Zong Ming disse que Xangai reabrirá em etapas, permanecendo com restrições de movimento em grande parte até 21 de maio para evitar uma volta das infecções.

"De 1º de junho a meados e final de junho, desde que os riscos de uma retomada das infecções estejam controlados, implementaremos totalmente a prevenção e o controle da epidemia, normalizaremos o gerenciamento e restauraremos completamente a produção e a vida normais na cidade", disse ela.

Mas o anúncio foi recebido com desconfiança por alguns moradores de Xangai, que ficaram repetidamente desapontados com a mudança de cronograma para a suspensão das restrições.

"Xangai, Xangai... ainda devo acreditar em você?", disse um morador na plataforma de mídia social Weibo.

O lockdown total de Xangai e as restrições da Covid a centenas de milhões de consumidores e trabalhadores em dezenas de cidades da China causaram problemas econômicos em vários setores, aumentando os temores de que a economia possa encolher no segundo trimestre.

As restrições, cada vez mais fora de sintonia com o restante do mundo, que vem suspendendo as regras da Covid, também estão causando abalos nas cadeias de suprimentos globais e no comércio internacional.

Dados divulgados na segunda-feira mostraram que a produção industrial e as vendas no varejo da China caíram em abril no ritmo mais rápido em mais de dois anos.

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