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YouTube não removerá vídeo que transmitiu tiroteio ao vivo nos EUA

Segundo porta-voz da plataforma, 'vídeos com notícias ou contexto de documentário' são permitidos mesmo que sejam violentos

Internacional|Sofia Pilagallo, do R7*

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Tiroteio ocorreu em um supermercado em Boulder, Colorado, na segunda-feira (22)
Tiroteio ocorreu em um supermercado em Boulder, Colorado, na segunda-feira (22)

O YouTube afirmou que não removerá um vídeo de três horas transmitido ao vivo do tiroteio em massa que deixou 10 mortos em um supermercado em Boulder, Colorado, nos Estados Unidos, na segunda-feira (22). O conteúdo alcançou uma audiência ao vivo de cerca de 30 mil pessoas e, até o momento, obteve cerca de 585 mil visualizações.

A porta-voz do YouTube, Elena Hernandez, afirmou ao portal The Verge que embora a empresa censure "conteúdo violento com a intenção de chocar ou repugnar os espectadores", são permitidos na plataforma "vídeos com notícias ou contexto de documentário". Elena disse ainda que o vídeo foi submetido a uma restrição de idade e que a empresa continuará monitorando a situação.


O streamer, Dean Schiller, começou a gravar dentro do supermercado logo após o ataque e continuou gravando de fora por mais de três horas, apesar dos pedidos da polícia para que ele saísse.

Após a divulgação do vídeo, Schiller foi criticado por internautas por não ter ligado para o 911 — o número do serviço de emergência nos EUA — ou tentado ajudar as pessoas que fugiam do prédio, além de ter especulado sobre motivos do atirador, revelar táticas policiais e filmar brevemente os corpos das vítimas.


O streamer se identificou no passado como jornalista cidadão e, em 2019, ele e outro cinegrafista foram detidos e encarcerados por filmarem na Cadeia do Condado de Boulder, após uma série de vídeos que capturavam suposta má conduta policial.

*Estagiária do R7 sob supervisão de Pablo Marques

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