Rússia x Ucrânia

Internacional Zelenski denuncia concentração de tropas russas para atacar Donbas 

Zelenski denuncia concentração de tropas russas para atacar Donbas 

Após anunciar retirada de soldados da região de Kiev e Chernihiv, Rússia parece reposicionar forças armadas em região separatista

Agência EFE
Presidente da Ucrânia, Volodmir Zelenski, permanece na Ucrânia durante a guerra

Presidente da Ucrânia, Volodmir Zelenski, permanece na Ucrânia durante a guerra

Handout/Ukraine Presidency/AFP - 13.3.2022

O presidente da Ucrânia, Volodmir Zelenski, denunciou nesta quarta-feira (30) uma "concentração de tropas russas" para lançar novos ataques no Donbas, no leste do país, e disse que não acredita "em ninguém" ao mencionar a suposta retirada de tropas invasoras de Kiev e Chernihiv.

"Sobre a suposta redução da atividade dos ocupantes nessas frentes, sabemos que isso não é um desvio, mas as consequências do exílio. Consequências do trabalho de nossos defensores. Mas também vemos que ao mesmo tempo há um reforço de tropas russas para novos ataques no Donbas. E estamos nos preparando para isso", afirmou Zelenski em sua mensagem.

O presidente ucraniano acrescentou que "não acreditamos em ninguém, em nenhuma construção verbal bonita. Há uma situação real no campo de batalha. E agora isso é o mais importante. Não vamos dar nada de presente. E vamos lutar por cada metro da nossa terra".

Sobre o processo de negociação em curso, declarou que "ainda são palavras. Por enquanto não há detalhes".

Zelenski mencionou que em nível diplomático conversou hoje por uma hora com o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, a quem agradeceu por um "novo pacote de ajuda humanitária de 1 bilhão de dólares (R$ 4,7 bilhões) e mais 500 milhões de dólares (R$ 2,3 bilhões) de apoio direto ao orçamento", o que considerou "um ponto de inflexão".

Nesse sentido, comentou que recebeu de Biden "o apoio de princípios dos Estados Unidos à Ucrânia, para mostrar todo o poder do mundo democrático".

"Se queremos lutar juntos pela liberdade, pedimos aos nossos parceiros... E se realmente lutamos juntos pela liberdade e pela proteção das democracias, temos o direito de exigir ajuda neste momento difícil. Tanques, aviões, sistemas de artilharia... A liberdade não deve ser pior armada que a tirania", opinou.

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